27 de abril de 2017

Guincho-Cascais

Ás vezes saio de casa sem máquina fotográfica e arrependo-me. Porque em qualquer lugar, e a qualquer momento pode surgir algo que gostaria de ter fotografado. Ás vezes saio com ela, carrego-a horas sem fim, e nada me desperta, nada me parece verdadeiramente especial ou interessante. Acabo por fotografar só porque sim. só para justificar o apêndice. 
Neste dia juntou-se a oportunidade, a vontade de fotografar, e a máquina fotográfica, (só faltou o tripé). 

Gosto delas todas, mas adivinhem qual é a minha foto favorita?



25 de abril de 2017

Outras revoluções de Abril

Uma data tem o peso e a responsabilidade que lhe damos. As revoluções começam dentro de nós. Mas passo a explicar.
Era uma vez duas pessoas apaixonadas, duas pessoas com uma personalidade forte, duas pessoas generosas, carismáticas e acima de tudo verdadeiras. Estas duas pessoas de que falo, conseguiram agregar à sua volta muitos amigos (daqueles que só nos querem bem) e manter essas amizades de uma forma natural e espontânea.
Como já o disse aqui, uma dessas pessoas, faz anos dia 24 de Abril, e desde há quase 2 décadas que o 25 de Abril, para além da celebração nacional de liberdade que todos celebramos, tem sido para mim (e não só) uma tradição de reencontro, de celebração da amizade e da vida.
Gostamos de tradições, gostamos de sentir o conforto do que sempre foi, mas por vezes esquecemos é que a vida é uma constante mudança, e o que temos de mais certo, pode mudar de um momento para o outro. E neste caso mudou. A separação entre duas pessoas de quem gostamos muito aconteceu, e como quase sempre, os amigos ficaram sem saber para que lado se virar. É muito complicado, para quem está de fora, encontrar a via certa numa separação entre amigos. Sabemos que ambas as partes sofrem, sejam quais forem os motivos, sabemos que não nos diz respeito, queremos ajudar, mas a neutralidade só é fácil nas máquinas. Nós humanos temos toda uma bagagem emocional a dificultar esse processo.

11 de abril de 2017

Correr só por teimosia

Moro num bairro calmo, um bairro com prédios baixos, algumas casas e com bastantes espaços verdes. Quando me mudei para cá, uma das coisas que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas que via na rua ao fim do dia, a passear os cães ou simplesmente a caminhar. Como disse, o bairro é calmo, e até faz sentido. Mas ao longo destes anos ocorreu uma mudança, subtil no inicio, clara neste momento. As pessoas começaram a correr, e não foi só aqui no bairro.
Não sei qual o foi o principal motivo, será diferente para cada um, mas, verifico que correr é uma actividade que tem ganho adeptos de uma forma exponencial. Cada vez são mais os vizinhos, colegas e amigos que correm. Fazem-no na hora de almoço, ao fim do dia, quando conseguem. Alguns, altamente sedentários há uns anos atrás, neste momento correm maratonas, ou duras prova de trail.

9 de abril de 2017

Trico, o gato luz...

... o gato cão, o gato companheiro, o gato sentinela, o gato palhaço, o gato papagaio, o gato mais curioso e brincalhão do (nosso) universo. 
Quando te conhecemos, minúsculo, parecias um ratinho, o brinquedo dos teus irmãos. Eras o mais pequenino, o mais fraco o que sobrava no momento de mamar. Tememos que não sobrevivesses, e por isso vieste connosco. Os primeiros dias não foram fáceis, mas rapidamente ganhaste força e confiança. Ocupaste lugar no nosso coração, e apesar das muitas traquinices e asneiras dos primeiros anos, nunca conseguíamos ficar chateados contigo pois a alegria e o amor que trazias contigo iluminava a nossa casa. Apesar da desconfiança inicial acolheste o nosso bebé, e foste companheiro das brincadeiras, e guardador do seu sono. Recebeste a Syrah e partilhaste tudo com ela. Sei que quando ela partiu, também partiu com ela parte da tua alegria. Procuraste por ela dias a fio, sem compreenderes. Deixaste de brincar, e, a doença que desconhecia-mos nessa altura, agravou também por isso.