12 de janeiro de 2019

Auto-estima




Tive uma daquelas epifanias que acontecem só de vez em quando. Mas vamos lá começar do inicio. 
Tenho andado a faltar muito ao ginásio. Nisto nada de novo. Tenho fases assim, que não me apetece fazer nada a não ser hibernar. Claro que contrario esta tendência em muitos aspectos, no entanto no que toca ao ginásio, não. Se tiver coisas para fazer no trabalho, prefiro ficar a fazê-las, se não tiver arranjo que fazer, e não vou. São fases, e conheço-as bem. No entanto hoje apercebi-me de uma coisa fantástica. Sempre que me obrigo a ir, para contrariar este estado de preguiça aguda, corra bem ou corra mal, consiga fazer a aula como deve ser, ou seja um autentico desastre, sinto-me sempre bem no final. Vou para o balneário com a auto-estima no alto a sentir-me espectacular. Simplesmente por ter ido. Simplesmente por ter resistido ao caminho mais fácil e me ter aplicado. E isto, foi algo que quis vir aqui escrever para não mais me esquecer. Porque posso estar a descrever uma simples ida ao ginásio, mas na verdade aplica-se à vida. 

6 de janeiro de 2019

Resoluções para o resto da vida




Dezembro é sempre um mês de recolhimento interior e de grande agitação exterior. Passa num sopro, e nisso, este ano não foi diferente de anos anteriores. No entanto veio com algumas mudanças e com elas forcei-me a olhar com mais atenção para dentro e para fora de mim. 
A minha vida mudou. Aceito isso como quem engole uma verdade necessária e ainda assim desconfortável. aceito.

3 de janeiro de 2019

Começar o ano com gratidão.


Passou mais um natal, mais um ano. Passou, a bem dizer, neste ano uma vida inteira. Fechei um ciclo e abri outro. 
Porque ás vezes a vida é mesmo assim. Surpreende-nos com caminhos que se transformam em becos e ainda assim, mostra-nos que o que julgávamos ser o único caminho, na verdade não é.
Neste sentido da vida que me parecia único, encontro alternativas, possibilidades, que, ainda agora me parecem difusas, mas lá está, a percepção é tudo. Quem sabe se é o caminho que é nebuloso ou se é o viajante que é curto de vistas? Pois... não sei. Sei só que, nesta caminhada ás apalpadelas, tem sido os amigos, os verdadeiros, que me têm guiado em momentos de dúvida. Tive neste Natal e neste fim de ano, provas de que a família e a amizade (a verdadeira), aquecem mais que o sol em dias frios, e que na escuridão é essa a luz que nos confirma que vamos na direcção certa. Entrei em 2019 a sentir-me grata, e sem forma de o conseguir exprimir como gostaria. Por isso deixo aqui um excerto de um texto do Padre Tolentino de Mendonça que exprime na perfeição o que me vai na alma:

1 de dezembro de 2018

Percepção e mudança



A nossa vida muda, nós mudamos. Esta certeza de mudança é algo que sem grandes considerações nos parece lógica, no entanto a consciência activa não nos acompanha sempre. 
Durante algum tempo, julgamos determinadas coisas (em nós) absolutas, imutáveis. Mas nós mudamos ( e a nossa vida muda)
Existe uma permeabilidade efeito causa entre estas duas afirmações, e como na galinha e no ovo, não há um momento onde tudo começa. Só o continuum

25 de novembro de 2018

Finalmente madeixas naturais





Ontem, dois anos depois de toda uma sequência de desastres capilares, que culminou na decisão de deixar de pintar o cabelo, livrei-me finalmente dos últimos vestígios de tinta. 
Não foi nada fácil, tenho a dizer. Foram muitas as vezes, que ao longo destes dois anos me disseram que tinha um ar desleixado, que parecia mais velha, e que me aconselharam a voltar a pintar. 
Mas nisto, como em muitas decisões menos populares, tudo vale para nos ajudar a manter o foco, ou a auto-estima.