28 de março de 2014

Eu e outros

Recentemente apercebi-me, que sou muito mais crítica comigo do que com os outros.
Considero-me pessoa de mente aberta, ou seja, aceito muito bem as diferenças de outros, algumas genericamente criticadas, eu admiro-as, pois sinto que determinadas diferenças revelam muita sinceridade e uma grande coragem.  
Mas quando se trata de mim, há coisas que não aceito. Coisas minhas, coisas que se fossem de uma amiga aceitaria calmamente e até lhe diria: “não sejas tão bruta contigo, não é assim tão mau…”.
Sou mais tolerante com os outros do que comigo, e isso muitas vezes não é bom. Esta exigência só me provoca insegurança e ansiedade. Estou, devagarinho, a começar a entender que me devo tratar como uma grande amiga, uma amiga do coração.
Recriando um exemplo bastante prático que a Marta Gautier usou nas suas Conversas serias:
“Nos momentos de dúvida ou decepção, em vez de nos acusarmos, mais vale fazer um chá e dizer para nós próprias: deixa lá, não penses mais nisso, tu és muito mais que esse pequeno detalhe sem importância. “
Como se de uma amiga se tratasse.

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