19 de abril de 2014

Boa Páscoa

Não me apetecia falar sobre a Páscoa.
Fiquei por cá, e sinceramente, por cá não é a mesma coisa. Sem borrego, sem Pascoelas, Violetas e Primaveras espalhadas pelo chão, sem vasos cheios de flores de Pilrriteiro. Até da bênção das casas tenho saudade, apesar de não ser católica praticante, mas gosto de tradições.
Para mim a Páscoa, mais que o Natal é a festa da família. O celebrar da Primavera, do renascimento e da vida.
Também estarei no campo, também estarei em família, mas faltam os cheiros, os sabores, as visitas de casa em casa, a provar os petiscos e os doces de quem gostamos e de quem gosta de nós.
Lá, em Trás-os-Montes, onde nasci, é assim, uma festa muito católica, mas exuberante, cheia de excessos culinários. Com muita alegria e partilha, sempre de portas abertas a quem chegue, para provar o Folar e um Favaios, um moscatel que nada deve ao de Setúbal.

Boa Páscoa!


After Post:

A Pascoa passou. E apesar de estar certa que ia passar sem eu ter provado o tradicional borrego, isso não aconteceu. No fim do dia, após todas as festividades em família, quando já tinha chegado a casa e vestido o pijama, uma amiga apareceu e trouxe-me umas costeletas de borrego panadas que estavam divinais! Foram a minha ceia. Vinda do Alentejo e sabendo da minha saudade, foi uma querida trouxe o miminho. A sua mãe que é uma excelente cozinheira, fez os pratos típicos que eu tanto aprecio. Mas há mais… Para além das costeletas tive direito a farófias que fizeram as minhas delicias à meia-noite, quando a gula atacou...
E é isto, no fim do dia, a Pascoa acabou por aparecer vinda do Alentejo, trazida pela mão de uma amiga, embrulhada nos sabores tradicionais que eu tanto ansiava.  
Obrigado M!

2 comentários:

Joanico disse...

Pois eu passei uma bela Páscoa aqui na Madeira. Como sempre me senti algo "presa", pelas tradições, nestas alturas (que, como sabes, a partir de determinada idade, passei a ver mais como uma imposição) saboreei, pela primeira vez (à semelhança do que fiz no Natal, em 2012) na Páscoa, a alegria de fazer o que quero, quando quero e com quem quero, sem me preocupar com questões familiares e sem ter de ver três ou quatro "gatos pingados" a entrar pela casa dentro e a "arrotar" disparates em nome de um qualquer Cristo ressuscitado. Haja paciênca! Foi muito bom ter ficado por estas bandas. Adorei :)

Escrever Sonhar disse...

Entendo-te... Por vezes estar longe, leva-nos a ver as coisas de outro ângulo. No meu caso, a tradição passou a ter outro valor quando deixou de ser possível.