9 de maio de 2014

As promessas são para cumprir

Sabem daquela limitação, de uma pessoa atada (eu), que tem pânico de conduzir?
Pois… É cada vez mais um verdadeiro atraso de vida. Já não há paciência para tanta aselhice. Qualquer dia os meus amigos mandam-me dar uma curva.
Ontem, devido a imponderáveis laborais, tudo o que eu tinha planeado de forma a poder ir ao lançamento do livro da Ana, da Carla e da Marta, caiu por terra.
Se eu fosse uma mulher automobilísticamente desenrascada, a coisa tinha-se resolvido sem stress, e eu tinha conseguido chegar a horas, mas o que se passou foi o seguinte:

17h15m: Surpresa! plano prévio por água abaixo.
Pilha de nervos. Telefonemas a tentar arranjar uma solução. Consegui que a minha amiga M. ficasse com o meu filho até ás 20 h, que a seguir tinha um jantar de aniversário.

17h 45m: Mais telefonemas, e depois de uma história mal contada ( eu a tentar justificar a minha aparente loucura) lá consegui convencer um amigo, a levar-me ao dito evento.

18h 05m: Vou buscar o meu filho ao infantário, e quase o arrasto para o carro de maneira a que ele não se distraia com amiguinhos no parque de estacionamento.

18h 30m: Deixo o filhote na casa da M.  

18h 45m: Voámos num Smart em direcção a Belém com uma folha de papel na mão a tentar entender as instruções para encontrar o local do evento. Gincana a tentar fugir ao transito num dia de greve.

19h 15m: Após ter passado a viagem a pensar :” isto é de loucos, e não vou chegar a tempo” cheguei finalmente.

19h 20m: Entro no recinto esbaforida. Estava no fim. Ouvi as ultimas palavras da minha amiga (só pensava no que tinha perdido). Dei-lhe um beijinho, falei com a mãe dela, que estava tão emocionada (ela negará com certeza), que me deixou com a lágrima a querer saltar.
Andei esgrouviada à procura do livro para poder pedir o autógrafo das três. Encontrei o Rui que me disse onde o podia comprar, (já tinha passado lá sem ver nada). Sempre a olhar para o relógio, lá fui de novo para a fila que entretanto cresceu.

19h 30m: Vi o meu amigo A. a tentar entender o que eu andava a fazer. Pois parecia uma barata tonta.

19h 45m: Fui dizendo que só tinha babysiting até ás 20h a ver ser conseguia chegar à mesa mais depressa. Finalmente pude dizer um olá apressado ás três, (a propósito gostei da Carla, a Ana já conhecia). Beijinhos, beijinhos… faltou aquele abraço… fica para a próxima.

19h 50m: Saí a correr, avisei a minha amiga M. que estava a caminho, voámos de novo no Smart, (em dias de vento como o de ontem, parece mesmo que vamos levantar voo).

20h 15m: Cheguei, recolhi filho, agradeci … Respirei fundo e a vida recuperou a sua normalidade.

Conclusão: Tenho que resolver este problema com a condução. Não posso continuar a arrastar os meus amigos para as minhas loucuras. Qualquer dia fartam-se.
(Obrigado M. e A.)




2 comentários:

O que vem à rede é peixe disse...

Muitas vezes só quando nos faltam as "muletas" é que percebemos que afinal ja conseguimos caminhar sem elas.
Há uns anos a vida provou-me isso mesmo, dói horrores, o pânico instala-se, mas sobrevive-se. E ficamos muito mais forte!

Beijinho grande!
(e obrigada pela referência do meu blog*)

:)

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Pois. Tenho que arranjar coragem para largar algumas das minhas "muletas" que só me impedem de correr.

O teu blog é lindo, gosto muito.