16 de maio de 2014

Filho unico

Este fim-de-semana estarei só eu e o meu filho. Sem amigos por perto, sem família, só nós.
Até pode ser que se revele um bom fim-de-semana (algo me há-de ocorrer), mas sofro com esta ideia de filho único. De não ter amigos, primos ou outra qualquer família sempre por perto. Sei que ele precisa. Sinto isso quando o levo ao parque e ele chama amigo a qualquer criança que lhe dê atenção (ás vezes até ás que não dão atenção nenhuma).
Eu que sempre estive rodeada pelos meus três irmãos, nunca só, custa-me que o meu filho não saiba o que é ter um irmão. Ter alguém com uma ligação única, que está sempre perto de nós (mesmo quando está longe), alguém a quem fazer confidências, que nos ensina o mundo sob outra perspectiva, a partilhar, que não somos o centro do universo, alguém a quem ensinar algo. Um irmão é aquela pessoa em que se confia acima de todas as outras, apesar de todas as implicâncias naturais (ou talvez por isso), cria-se com um irmão uma cumplicidade, que raramente se tem com amigos.
Com um irmão nunca estamos sós. E eu gostaria muito que o meu filho tivesse isso, e sinto-me atormentada porque não tem.


4 comentários:

Anónimo disse...

Não tem irmãos de sangue, mas tem de coração, e esses estarão sempre aqui ao lado. Beijos. Guida.

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Obrigado por estarem aí ao lado, sempre de porta e coração aberto.
<3

Joana disse...

Sou filha única. Sempre tive mais amigos que os meus amigos com irmãos. Ao fim-de-semana tinha sempre a casa cheia de gente e amigos a dormir lá em casa. Festas do pijama sem fim. Sou independente, sou ambiciosa qb. Toda a gente me diz que partilho mais do que quem tem irmãos. Sou feliz. Sem ressentimentos :)

A partilha é o mais importante♥

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Joana, é muito bom saber isso. Espero conseguir passar essa alegria e esse espírito ao meu filho.