29 de junho de 2014

Tarde no Campo







Adoro as flores selvagens.
Têm uma dimensão avassaladora. 

Transpiram a personalidade de quem luta contra os elementos todos os dias com orgulho, cumprindo o ritual que a natureza lhes dita.

As cores, as texturas e os contrastes deixam-me arrepiada.
A composição caótica acaba por se traduzir na harmonia do todo.

Nesta assimetria de traços, são perfeitas.










28 de junho de 2014

Está na hora de...

Tenho um filho que adoro. 
Quem me conhece bem, sabe que me dói ele não ter irmãos. Tento compensar com amigos, aceito que esta é a nossa realidade, e dou graças diariamente pelo filho que tenho.
Quem mal me conhece… continua a opinar sobre a minha vida privada sem qualquer pejo. No emprego, na escola, na pastelaria da rua, no cabeleireiro… 
Ultimamente uma das frases (intrometidas), que quase me tira do sério, e que mais oiço é:
“Está na hora de lhe dar um irmão!”
Que dizer a isto?

Há dias em que não reajo, visualizo essa possibilidade com carinho, sinto "aquela dor no peito", sorrio e dou uma resposta vaga. Sei que algumas pessoas não querem magoar.

Outros dias… Só me apetece dar a pior resposta possível. Daquelas que chocam, que calam de vez. 
Há pessoas por aí, que mesmo quando demonstramos o nosso desconforto fugindo do assunto, escarafuncham nas nossas fragilidades arvorando-se em superiores donos da verdade.
Começo a ficar farta. 

Que sabem as pessoas de mim? NADA.
Sabem se poderia sustentar mais um? Sabem se a minha saúde o permite? Se me apetece ter mais filhos? Se tenho condições? O que têm a ver com isso? 

As pessoas que nos rodeiam nada sabem de nós, mas no entanto, quase todos se acham no direito de opinar sobre a nossa vida pessoal, e sobre o que é melhor para os nossos filhos. 
Já não há paciência! 



26 de junho de 2014

Ventos de Mudança

Não sei se todos já se aperceberam que o mundo está a mudar. Realmente a mudar. 
Nas pequenas e nas grandes coisas, na mentalidade, nas ações e nas consequências. 
Mudam violentamente os paradigmas laborais, educacionais, e sociais. 
A escassez tornou-se uma realidade tão intima que condiciona as nossas decisões. 
Escassez, que tanto pode ser de tempo, afectos, dinheiro, conhecimento, segurança..., afectando perniciosamente a nossa qualidade de vida.
Muitos estão sentados à espera que esta vaga passe e que os estragos sejam poucos. Escondem-se, tentando manter dentro do possível a mesma constância, camuflando tudo o resto. Lamentam-se, criticam, distribuindo culpas que nunca são suas.
Alguns isolam-se, ignorando todos os sinais, na esperança de que essa ignorância os proteja, "o que não sabem, não lhes pode fazer mal".
Outros, percebem que tem decisões importantes a tomar e o tempo é curto. Ficam congelados pelo medo, e ao não decidir, sofrem a ansiedade natural da indecisão. Como consequência abdicam do controlo da sua vida e arriscam-se a perder o momento.
Deixo para o fim aqueles que intuem precocemente que é inevitável mudar. Saltam de peito aberto com ou sem rede sabendo que parar é morrer, que só quando a tornam sua (a mudança), a poderão entender e usar a seu favor, acompanhando-a na perfeita harmonia, que conduz  à evolução e ao (tão desejado) sucesso. 
É arriscado, dá trabalho, obriga a escolhas difíceis, mas demonstra que acima de tudo, dependemos de nós. 
E isso... pode ser muito bom.

22 de junho de 2014

Quero acreditar

Mais um sonho sonhado que se realizou.
A vida é feita de sonhos, mas o sonho só será da vida se o procurarmos afincadamente, sem tréguas.
Muitas são as vezes que nos convencemos que não é possível, mas pontualmente surge a prova que afinal pode ser real.
E se uma vez temos a certeza que foi sorte, duas vezes pode ter sido coincidência, a partir da terceira...
Começamos a permitir-nos acreditar um bocadinho.
A Raquel disse que sim, que podem ser realizados. E eu quero acreditar.






Já li o primeiro conto, devagarinho. Acabei com os olhos molhados mas o coração leve. 
Aos restantes, vou guardá-los e saboreá-los devagar.




20 de junho de 2014

Mulheres

As mulheres são espetaculares.
Se acreditassem nisso e  fossem mais solidárias entre si, o mundo seria delas.

Posto isto, constato que há por aí mulheres extraordinárias.
Mulheres verdadeiras na mais pura acepção da palavra e com algumas aparentes contradições.
Delicadas e doces, fortes e audazes. Conscientes das suas imperfeições mas orgulhosas do que têm de bom, sem falsa modéstia.
Lidam com os seus medos e fantasmas diariamente (como todas nós), enfrentando-os em pequenos (grandes) actos de coragem.
Não gostam de confrontos mas não os evitam, arregaçam as mangas, defendem-se e aos seus.
Com opinião própria vincada, mas abertura mental para ouvir qualquer outra que seja diferente, respeitando-a na medida em que respeitem a delas.

Mulheres assim irradiam uma energia e uma luz, a que é impossível ficar indiferente, há quem lhe chame magnetismo ou carisma.
No que toca ao amor ou amizade, a sua frontalidade intimida alguns, afugentando-os. Aqueles que permanecem, são certamente pessoas resolvidas, amadas. Elas nunca se ficam pela metade e com elas a vida nunca é monótona.

Tenho o privilégio de conhecer algumas mulheres assim. De quem se gosta ou odeia. E eu gosto. Muito.


17 de junho de 2014

Vitória

Hoje a Vitória faz 7 anos.
Depois de falar com a Marta, fiquei a pensar no momento em que a conheci, com apenas alguns dias.
Estava na festa de aniversário da M.
A Marta chegou com ela ao colo como se fosse a coisa mais preciosa deste mundo (mamã completamente babada).
Tinham passado poucos dias após o nascimento e penso que aquele foi o primeiro dia fora de casa. Estava com cara de quem precisava de ver adultos e falar de coisas que não bebés!
Eu conhecia pouca gente na festa e estava numa fase em que suspirava também por um, estava a fazer tratamentos de fertilidade e não havia maneira de a coisa pegar...
Resultado: sempre que a Vitória emitia um ruído, lá ia eu para o quarto ver se estava tudo bem, embalá-la e testar se tinha alguma aptidão para a coisa... Convenci-me que sim e isso deixou-me muito feliz. Ela aconchegava-se no meu colo como se o conhecesse. Fiquei completamente rendida.
Passei a maior parte do tempo no quarto junto dela, a observá-la, (em modo de adoração), tão pequenina, tão doce... Já com aquele olhar assombroso, que parece querer engolir o mundo.
Nesse dia não suspeitava que a ligação que se iniciava seria para sempre.  Parabéns Vitória!


16 de junho de 2014

Semana a mil

Foi uma semana a mil.
Sem tempo, sem cabeça para mais nada. Anseio por três ou quatro dias normais sem correrias. Com folga.
O fim de semana passou a correr. Em três dias tentei enfiar o Rossio na Betesga...

Mesmo no fim de uma semana intensa de trabalho, estafada, fiz orelhas moucas ao bom senso e aceitei um convite para ir ao Santo António alfacinha. Afinal vivo por perto há 20 anos e nunca me tinha atrevido a ir com medo da confusão. Foi muito bom, gente bem disposta, boa companhia, Lisboa como nunca a tinha visto! Tenho alguma pena de não ter levado a minha máquina fotográfica, mas no meio de tanta confusão não me pareceu boa ideia.
Cheguei a casa ás 6h da manhã quase sem pés... e fui acordada ás nove pelo filhote...
Sexta 13, dia todo no passeio com amigos a revisitar locais de sabores há muito ignorados, só voltei a ver o travesseiro muito depois da meia noite, completamente exausta...







Sábado e Domingo tive a visita do meu irmão, cunhada e afilhado que vieram do Porto. Matei saudades, e a casa ganhou outra vida, outra animação. pude ver o meu filhote brincar com o primo, que adorou ter por perto. Correu muito melhor que da ultima vez (Natal).  Estão ambos a aprender a partilhar e a  comunicar melhor.
O momento mais ternurento dos dois foi na hora de dormir.
O meu filhote (que é um ano mais velho), foi buscar um dos seus livros de histórias preferido, sentou-se numa cadeira ao lado da cama do primo e "leu-lhe" a história de dormir. Apreciei o momento embevecida. Um a contar de memória, e o outro a ouvir com atenção.

No Sábado à noite depois de fazer o jantar para todos, saí a correr (foi um bocadinho indelicado) , para ir à Marginal à noite fazer uns quilómetros com uma amiga (já estava marcado à muito tempo).
Claro que nesta correria chegámos em cima da hora, e não foi possível acompanhar o resto do grupo que já lá estava.
Foi giro na mesma, o calor, a animação, o fogo de artificio no fim (que quase não vimos!).
É sempre uma festa!

Domingo pude finalmente apreciar o dia com um pouco mais de calma com o meu irmão, apesar das combinações em cima do joelho com outros amigos, e alguns desencontros.
Os desencontros acabaram por nos levar para Cascais onde passámos o fim da tarde.
No meio dos imprevistos acabou por ser bastante divertido para os miúdos que se regalaram a brincar à beira mar, no que veio a ser o seu primeiro dia de praia. O dia esteve abrasador, e este momento fresco foi um verdadeiro balsamo.
Já chegámos tarde a casa, muito mais que o planeado.
Entre banhos, jantar e coisas várias, o meu irmão acabou por sair muito depois do previsto, resultou em despedidas demasiado apressadas, mas a viagem ainda era longa...

Eu estou estafada mas matei saudades.
Valeu a pena!









10 de junho de 2014

10 de Junho é Saudade

10 de Junho Dia de Portugal. 
Podia escrever sobre isto, mas seria mais do mesmo e não seria do coração. 

10 de Junho de 1910, data de nascimento de quem recordo sempre neste dia, com muita saudade.
A minha avó Adília.

Imaginem uma velhinha de cabelo branco e roupa toda preta como tantas, mas com uns olhos azuis cor do céu, pequenina e franzina, mas irrequieta nos seus 45 kg de peso.
O cabelo sempre entrançado, e a trança enrolada no fundo da nuca presa com ganchos, numa arte que já só as avós dominam. O cabelo à volta da sua cabeça parecia uma moldura de nevoeiro a brilhar ao sol em contra luz. O olhar curioso, doce e meigo. Sempre de sorriso aberto, pronta para uma boa conversa, por vezes difícil devido à surdez. Já ficaram com uma ideia?

A minha avó era uma mulher optimista por natureza. Uma natureza persistente, lutadora e benevolente com todos, apesar de a vida não lhe ter sido nada fácil.
Ficou viúva muito cedo, grávida do seu quinto filho, mas nunca a ouvi falar com tristeza desses tempos. Criou os filhos com muito trabalho e dedicação, apesar de todas as dificuldades, a vida não a amargou.
A minha avó é a única pessoa que conheci que só via o lado bom das pessoas. Fosse quem fosse, tinha sempre um argumento para as defender das más línguas, ou acusações proferidas na sua frente.

Vivia da sua minúscula reforma e do que plantava na sua horta, o equilíbrio financeiro foi sempre mantido por ser uma pessoa de uma frugalidade espantosa. Apesar disso, (ou talvez por isso mesmo), tinha sempre um mimo para os netos, um rebuçado, uma bolacha, uma torrada feita na brasa, um copo de café feito no pote à lareira (delicioso!), a maravilhosa fruta da sua horta...
Tenho para mim que nunca comi figos melhores que os da sua figueira ou melancias do seu quintal. Recordo também os morangos e as cerejas! sabiam a sol!  O mais incrível é constatar serem as minhas frutas preferidas... provavelmente porque me devolvem o sabor da infância com a minha avó, e todo aquele amor que ela distribuía juntamente com os miminhos.

Morámos com a minha avó até aos meus 7 anos, altura em que a nossa casa ficou pronta.
A casa dela continuou a ser o meu refugio, o meu porto seguro. Passava com ela tardes inteiras depois da escola. No inverno a vê-la fazer meias de lã junto à lareira para os filhos todos, no resto do ano a acompanhá-la nas suas voltas ou afazeres na horta.

Quando fui para a Faculdade, não foi fácil esta separação, e sempre que regressava a casa nas férias depois de largar a mala em casa, ela era a primeira pessoa a visitar. Recebia aquele abraço apertado, e aquecia a alma com o seu olhar doce que brilhava de comoção.
Foi a pessoa que mais me incentivou a seguir os meus sonhos, que eram muito maiores que a pequena aldeia onde vivi até aos 18 anos. Toda sua vida vibrou mais que todos à minha volta, com os meus sucessos escolares e pessoais, e apregoava-os a quem a quisesse ouvir.
Nos últimos anos eu e ela, sentíamos aquela ansiedade da despedida, conscientes que qualquer dia podia ser a última, pois com mais de 80 anos, a finitude da vida é algo que ensombra o nosso pensamento.
Vivemos a alegria da chegada e a ansiedade da partida até aos seus 91 anos.

O telefonema que recebi num dia chuvoso de Fevereiro foi infinitamente doloroso, o meu coração ficou gelado, chovia lá fora e choveu cá dentro. Apesar de não ser um choque, foi inexplicavelmente devastador. Tudo o que fiz nesses dias foi quase em piloto automático, entre rios de lágrimas, que ainda hoje caem quando o recordo. Sinto-lhe a falta. 
Penso nela e no tanto que me passou pelo exemplo. No muito que me inspirou a ser melhor, a ir mais longe. Ainda hoje sorrio com algumas das suas particularidades, e exclamo algumas das suas frases e expressões características do Nordeste Transmontano.
Dizem que sou a neta mais parecida com ela, não sabendo que é o melhor elogio que me podem fazer...

Nunca mais entrei na casa onde morou. Não consigo enfrentar aquele vazio.
Lamento que não tenha conhecido o meu filho, e mais ainda, que o meu filho não a tenha conhecido a ela.
Recordá-la ainda me enche de saudade, uma saudade que me encolhe o coração.
Percebi com a idade, que o passar do tempo ajuda a pôr muita coisa em perspectiva, a arrumar tudo nos sítios certos do nosso coração. Mas por mais que o tempo passe pela saudade, só a adoça, lima-lhe as arestas que nos rasgam por dentro, mas não a diminui.

Parabéns avó.



8 de junho de 2014

Dia Verde em Belém


Este é o segundo ano que vou ao Dia Verde em Belém. O meu filho adora ver os pescadores à beira do Tejo, correr na relva, ouvir a musica e carimbar o seu passaporte do movimento verde.
Uma verdadeira caça ao tesouro!

Eu por outro lado gosto do ambiente familiar, das mantinhas no chão, das ideias originais, seja de reciclagem ou de diferentes maneiras de interpretar a culinária, na sua forma mais pura e simples. Não resisto a ervas, seja para tempero ou chá, e percorro as banquinhas pelo cheiro, à procura de novidades culinárias para provar, para trazer para casa ou simplesmente para me inspirar.



Nunca é de mais recordar aos nossos filhos que só temos este planeta, que é espectacular mas é preciso cuidar dele.







5 de junho de 2014

O Universo é muito vasto

O meu filhote quando gosta de alguma coisa é de paixão.
A frase que ele usa para dizer que não gosta de algo é "eu não adoro isto".
E se gosta diz que adora! Seja douradinhos ou um brinquedo. No que toca  a desenhos animados já teve várias paixões, e enquanto duram quer ver sempre as mesmas repetições. Torna-se quase obsessivo.
Neste momento é uma serie de desenhos animados que fala acerca dos planetas, o Planeta Cosmo.
Como está nessa onda, tudo o que apanhe na televisão que mostre os planetas, quer ver.
Mesmo o improvável Cosmos: Odisseia no Espaço, criado a partir do original de Carl Sagan, que está em inglês e do qual pouco entende, (chama-lhe o "senhor do Cosmos"). Para além disso quer livros com planetas, só fala dos planetas, canta musicas de planetas, e recentemente começou a desenhar planetas.
A novidade aqui é que ele não fazia desenhos, era coisa que não o entusiasmava mesmo nada. Quando começou a fazer os primeiros desenhos na escola, foi motivo de grande incentivo e orgulho por parte da professora, tal era a perfeição com que ele representava o sistema solar com todos os planetas e as suas luas.
Mas um  destes dias a professora, farta que já estaria de ver sempre os mesmos desenhos em representações semelhantes, disse-lhe :  "hoje não podes desenhar planetas." Ele baixou os olhos e respondeu com um "Tá bem...", muito sumido. Minutos mais tarde a professora abeirou-se dele para ver o que estava a desenhar. Não entendendo muito bem do que se tratava, perguntou-lhe o que era.
A resposta saiu pronta e com um grande sorriso: " é uma constelação."

Tenho para mim, que quando adoramos algo de paixão, podem tira-nos os planetas, mas se o nosso coração é do tamanho do universo, nele haverá sempre estrelas. E quem tem estrelas no coração tem tudo...

3 de junho de 2014

As quatro estações

Por vezes, passo num mesmo dia pelas quatro estações do ano no que toca a estados de espírito.

À noite, quando deito a cabeça no travesseiro, revejo o meu dia, a minha vida. O que foi, o que disse, o que deveria ter dito, penso demais. Analiso, arranjo explicações, tomo decisões. Tudo parece frio e cinzento. Olho para trás, o luar ilumina a estrada que percorri. Longa, vazia, sinuosa. Ladeada por árvores quase nuas, adormecidas pelo vento que insiste em arrancar as ultimas folhas encarquilhadas. Olho em frente e o nevoeiro mal deixa vislumbrar a curva que me leva para o desconhecido. Não consigo desligar, a insónia mortifica-me. Quando chove, a alma fica limpa e descanso.

Acordo cansada, melancólica, indecisa, ainda entre dois mundos, o que fui e o que sou. Com vontade de me enroscar e hibernar. Por vezes hiberno. Entrego-me aos sonhos, ou pesadelos... E acordo de novo. Atrasada. Corro como se fosse o coelhinho branco da Alice. A água leva tudo, todos os fantasmas desaparecem através do ralo.

Quando saio para a rua e vejo o sol, sinto-o a entranhar-se na pele, a preencher todos os recantos. Devolve-me a energia e a esperança. Renasço. Novas oportunidades de fazer melhor, de resolver, de acrescentar. Ouço uma música no rádio, canto em voz alta para espantar os vestígios de nevoeiro, e acredito que vai ser um dia bom, que tudo se resolve. O dia começa agora, e só pode correr bem. Anseio por recuperar o tempo perdido.

Ao longo do dia o humor vai variando. Primavera,Verão, Outono, Inverno.
Uma canseira!

2 de junho de 2014

De quem é a culpa?

Os meus processos de decisão de compras são complexos.
Lista de prós e contras, análise financeira, pesquisa, custo versus proveito, ... e mais e mais.
Tinha tudo isso. Andei dois meses de sapataria em sapataria à procura das sandálias idealizadas.
Ou eram muito altas, ou muito baixas, ou desconfortáveis, ou demasiado caras, ou de "velha", ou a cor não era bem, ou... ou...
Entrei numa loja um destes dias. Vi-as, adorei-as, experimentei-as, vieram comigo para casa.
Não cumprem nenhum dos requisitos prévios.

(Aconteceu o mesmo com o meu computador novo). A culpa só pode ser das hormonas!

Dia da Criança

O meu dia foi para a minha criança.
Muita brincadeira na festa da criança em Cascais, no parque Marechal Carmona na Festa da Criança & Somos Família.







O meu coração dilatou, ao ver a alegria estampada na cara do meu filhote.

Sei que nem todas as crianças são felizes, que há realidades muito diferentes, que este mundo é por vezes muito injusto. E esse saber encolhe a minha felicidade.
Eu faço o que posso. E se todos nós fizermos o mesmo, de certeza que o mundo será melhor.