28 de julho de 2014

Bragança

Cidade a que regresso sempre.













Passeio nas ruas antigas, estreitas, de pedra, que guardam os passos de muitos. Também os meus. De hoje e de outrora. Repetições infinitas desse calcorrear quase deslizante que poderia fazer de olhos fechados.
Recordações de momentos vislumbrados na luz leitosa que aquece as pedras.
Vejo-me por vezes só, mas muito mais com tantas pessoas que me acompanharam em dias que pareciam maiores. Recordo-os com sol, mas também foram iluminados pela luz da lua, em noites de copos de gargalhadas e de lágrimas.
Encontro recantos de confidências, de partilha e de promessas. Viajo ao passado e evoco amigos especiais, amigas de sangue e alma que me transformaram, me moldaram e me fizeram gente.

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