3 de julho de 2014

Opções

Um dos grandes problemas dos últimos tempos, é o desemprego. Não é um problema distante, ou de que só se ouve falar na televisão, está muito próximo de nós, ronda-nos. 
Já não deve haver ninguém que não tenha um amigo ou familiar nesta situação.   
O desemprego tem obrigado as pessoas a rever as suas escolhas e a ponderar seriamente sobre as suas possibilidades. 
Enquanto alguns optam por seguir o mesmo rumo, seja em Portugal ou no estrangeiro, outros decidem seguir uma direcção completamente nova apostando em competências diferentes ou perseguindo sonhos antigos. 
No meio das várias escolhas a que tenho assistido, há uma que me surpreende e que ainda não entendi por completo, trata-se da decisão de algumas mulheres, de deixar de procurar emprego, reduzir despesas, abdicar de algumas coisas materiais e voltar ao conceito familiar de mãe a tempo inteiro. 
Obviamente esta solução não é possível para todas as famílias, pois nem sempre só um ordenado chega para o básico, mas para quem esta opção é uma realidade, faz agora as seguintes afirmações:
"Estou muito melhor assim."
"Acabou o stress, a falta de tempo, a culpa."
"Acompanho muito melhor os meus filhos em tudo, estou mais disponível para o marido, melhorou a harmonia familiar."  
"Dou-lhes menos, mas têm o essencial : tempo, disponibilidade, amor. "

Questiono-me :
Será suficiente a longo prazo? A  realização profissional é um mito, ou nem todas precisávamos disso? E se o casamento correr mal, será possível voltar ao mercado de trabalho alguns anos depois? 
Poderá vir a ser esta solução uma tendência? 

E quanto a nós, que temos mesmo de trabalhar, será que estamos a negligenciar os nossos filhos, são eles menos felizes por isso ?




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