14 de agosto de 2014

Férias (parte três)

A terceira semana de férias foi o regresso ao conforto das rotinas. Ao reencontro de amigos.

Para o meu filho de foi a brincadeira até cair de sono.
Construções megalómanas na areia. Saltos na piscina.
Correrias à noite na esplanada habitual, com os seus amigos e outros que se foram juntando ás brincadeiras.
Joelhos esfolados de tão cansado o andar, ou trôpego o correr, de mão dada com a sua amiga M.








Para mim, mais que tudo, foi vê-lo feliz.
Foi o regresso à cumplicidade com pessoas que me conhecem tão bem, que adivinham quando não me apetece falar, que partilham os silêncios ou os desabafos, à sombra numa espreguiçadeira da piscina, a horas improprias do dia, enquanto as crianças almoçam.
Os jantares nos restaurantes do costume que adoramos (a cataplana mista, os chocos picados com alho e salsa da Adega do Ti Costa, …).
A experiência de sítios novos e sabores invulgares (Alheira com molho de frutos vermelhos, galinha cerejada com figos e amêndoas no Moiras Encantadas de Paderne).
A descoberta das bolas de Berlim de alfarroba na praia. Divinais!
O esticar dos dias de praia até já não haver sol, nem bolas de Berlim. Só nós, e a vontade que as férias congelem nesse momento de águas calmas, horizonte vermelho, brisa suave e o  coração mais sereno.










Claro que também houve birras feias, refeições tumultuosas, idas ao médico com uma alergia ao sol,  implicações por tudo e nada, gritos, calor a mais, calor a menos, cama desconfortável, e por aí fora… que não vivo num mundo perfeito de fadas e unicórnios.
Mas disso não quero falar agora. Agora é tempo de recordar as coisas boas que são as que verdadeiramente contam. As que quero guardar deste verão.



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