13 de setembro de 2014

Feira Setecentista

Apesar do tempo farrusco, decidimos visitar a Feira Setecentista no largo do Palácio de Queluz.
Pensei que seria uma boa oportunidade de visitar os jardins do palácio, ver as pessoas trajadas a rigor, ouvir musica da época, provar e trazer para casa os doces e salgados que sempre me cativam em feiras. Não foi bem só isso que aconteceu...

A fonte do mergulho



Mal chegámos, o meu filhote correu para uma pequena fonte que por lá se encontrava e decidiu percorrer o muro como tantas vezes faz, eu atrás dele nem tive tempo de acabar a frase "tem cuidado que ainda cais lá... para dentro".
Caiu. ficou todo encharcado. Saiu de lá a choramingar e a dizer "fiz asneira...".
A figura dele ao sair da fonte ... indescritível!
Eu mal conseguia disfarçar o riso, enquanto lhe dava um abraço e lhe limpava as lágrimas."tens que ouvir a mãe... foi um acidente". A solução que arranjei para não voltar logo para casa foi tirar-lhe a roupa toda, torcer as meias, limpar os ténis, e vestir-lhe (só) o meu casaco de malha. Chegava-lhe quase aos tornozelos. Parecia um pequeno mendigo... ou um figurante da feira.
Por sorte não estava o tempo frio, apesar das nuvens e da ameaça de chuva .








Ele não ficou muito incomodado com a situação a não ser no momento em que a amiga M. foi andar de pónei. Também queria. Eu, apesar de achar que a imagem de uma criança de rabo ao léu em cima de um pónei até podia ter piada e combinar com o espírito da a época representada, tive o bom senso de o convencer que não podia ser. Inventei que só os meninos que tinham cuecas vestidas é que podiam andar de pónei. Ficou triste, mas aceitou a ideia.
Passeámos, provámos queijos maravilhosos de Mirandela (que trouxe para casa), ginjinha de Óbidos e outros licores, vinho quente com especiarias (divinal), biscoitos, filhós feitas no momento, frutas, porco no espeto... Mas abreviámos a visita.





Mesmo assim, voltámos para casa com as mãos cheias de saquinhos de coisas boas. O costume.

          



Sem comentários: