11 de setembro de 2014

Super qualquer coisa

Detesto discussões. Acho que já o tinha dito.
Se do outro lado a pessoa for razoável e o tema for importante, defendo o meu ponto de vista, caso contrário evito o confronto. 
Na escrita, consigo organizar as ideias e ser coerente, mas no discurso verbal em ambiente hostil, faltam-me as palavras, é uma guerra perdida. Mesmo quando não tenho dúvidas, e tudo está claro, parece que todos os argumentos desaparecem e fico a boiar no vazio.
Acontece quando me deparo com pessoas agressivas, pessoas que adoram discutir, principalmente se tiverem audiência. Pessoas desonestas, que deturpam palavras, que dizem que não disseram, ou que os outros é que entenderam mal. Pessoas que não escrevem, mas dizem, pessoas que nunca assumem os erros, nem aceitam que podem estar enganadas.
O grito, a fúria, o vociferar insolente, aquele ar de gozo e de superioridade de quem começa uma batalha para poder espezinhar alguém, desorienta-me, emudece-me. Aprendi a reconhecer aquele olhar de quem "quer sangue", a não morder o isco.

De vez em quando, apesar de saber que nestas circunstâncias mais vale ficar sossegada no meu canto, fico de mal comigo. 
Porque não defendi algo que me era caro, não demonstrei a minha razão, ou me anulei para evitar a escaramuça. Nessa altura imagino como seria libertador poder vestir um fato de "Super qualquer coisa", e devolver, um por um os golpes baixos que tão habilmente costumam distribuir, de forma a provarem o seu próprio veneno.
Mas não passa de uma divagação momentânea pois falta-me a experiência em jogo sujo e sinceramente é algo que não quero adquirir.

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