26 de dezembro de 2014

Esta tradição dispenso

Natal de 2012, O meu pai internado no hospital.
Consoada de 2013, parte dela foi passada nas urgências do hospital a acompanhar a minha mãe.
Este ano entre a correria louca de cozinhados e compras, de limpezas e arrumações, e mil e um preparativos para que o jantar de consoada em família, fosse "perfeito", ainda improvisei um sprint ás urgências com o meu filho ... 
Nada de grave, foi só o susto. Mas mesmo assim enquanto dura, tudo nos passa pela cabeça.

Dizem que uma vez é acaso, duas é coincidência, três é conspiração. Ou será tradição? A ser... dispenso.
Trocadilhos à parte, obriga-nos a reflectir, a colocar o nosso mundo em perspectiva. 
Gostamos de reclamar das compras, do stress natalício, da canseira que pode ser. e disto e daquilo. 
Porque é mais fácil reclamar.
Mas é no momento em que o básico fica ameaçado, que percebemos claramente o quanto devemos agradecer pelo facto de poder ir ás compras, de ter família com quem passar o Natal, de ter saúde para passar o dia a cozinhar. 
Que quando nos vemos nas urgências, longe do planeado, e desorientados com a imaginação galopante a fervilhar, tudo o que queremos é aquilo de que acabámos de reclamar.


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