21 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Gostei da ideia da Polo e do PPC. Aderi e aproveitei o embalo.


Quis recordar a sensação de enviar e receber postais. Daqueles em papel, escritos à mão. 
Só um, pareceu-me pouco. Quis mais.
Decidi escrever um postal de Natal a uns quantos amigos e familiares que estão longe. Fazer-lhe uma surpresa.
Regressar ao tempo, antes dos SMS em massa e dos e-cards. Reviver o ato da escolha do cartão, da escrita, da ida aos correios depositar um pedacinho de amor. Dar um pouco do meu tempo a pensar em cada mensagem, em cada desejo de natal, em cada pessoa que me importa.
A ideia parecia simples. E era. Há 20 anos atrás. Que nessa altura havia sempre postais por perto, envelopes, selos. Comprados em pacotes solidários para que nunca faltassem.
Hoje em dia não perdemos só o hábito, perdemos também … as moradas.
Quem é que ainda tem aquela agenda onde se anotavam as moradas e o numero de telefone dos familiares e amigos?
Eu não. Sei onde moram (alguns), mas o nome da rua e o numero da porta…Não faço ideia.
Tinha duas opções. Ou arranjar maneira de as descobrir sozinha, correndo o risco de chegarem tarde, ou ligar a perguntar, perdendo o efeito surpresa. Por mais incrível e absurdo que isto soe, receber um postal de boas festas no Natal, é uma surpresa para a maioria de nós. Que já ninguém abre a caixa do correio na esperança de encontrar uma carta calorosa, (se forem como eu, vão lá uma vez por semana desentupir a publicidade e recolher contas).

Portanto, esta semana foi assim. Uma aventura de postais de Natal.

Um Feliz e Santo Natal para todos.



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