20 de janeiro de 2015

O meu namoro

Desde que criei o blogue e (re)comecei a escrever, comecei também a pensar de uma maneira mais profunda, no que me move. Posso dizer até, que tenho feito uma espécie de auto análise quase diária. Algumas vezes feliz, outras nem tanto. Independentemente de ser mais ou menos doloroso, isto trouxe-me a uma consciência de mim que não tinha e que ganhei no processo. Deparei-me com situações manifestamente recorrentes, que finalmente tento abordar de maneira diferente. 
Alguns padrões tornaram-se evidentes. Que há tendências claras, se estiver mais atenta ás "casualidades". 
Reconheci ciclos negativos, aos quais começo agora a saber como fugir. Analisei motivações à lupa, e entendi que vivi uma boa parte da minha vida distraída. 
O resultado: caio indiscriminadamente nos "buracos" da minha estrada sem aprender a evitá-los. 

Muito desta tomada de consciência teve origem na escrita. Neste namoro com os caracteres, nesta rotina que se torna um vicio, em que umas vezes sofro, e outras ... sou muito feliz.
Não me canso de o dizer, é na palavra escrita que me revejo, que me reconheço. É quando prendo as ideias com frases, numa tentativa de explicação, que o entendimento material acontece. 
Só depois do reconhecimento e da aceitação (própria), podemos partir seja para o que for que queiramos mudar ou atingir. Só quando sabemos quem somos, o que somos, e como somos, nos podemos confrontar com o que queremos ser. E é nessa epifania, que aceitamos que nós somos a única mudança possível no nosso mundo, tudo o resto está fora de controlo.
Tenho todo um mundo de mim para descobrir, para corrigir ou aperfeiçoar, que não são só defeitos. 
Estou certa que posso ser uma versão muito melhor. O primeiro passo, o de olhar para dentro com olhos de ver, está dado.




1 comentário:

Cláudia M disse...

Concordo muito com este texto. O meu blogue também teve esse efeito em mim, mesmo que nem sempre seja fácil as palavras sairem, mas ver os pensamentos em frases, em textos... tomamos uma maior consciência de nós próprias.

Beijinhos*