22 de janeiro de 2015

Resolução numero dois

Escolher um destino e ir. 
Apanhar um avião para algures, e simplesmente vaguear por uma cidade a descobrir sem pressa. Conhecer ruas e ruelas, cultura, hábitos, manias, gente. Olhar embasbacada para monumentos, paisagens, arte. 
Ficar sentada numa qualquer esplanada a assistir ao pulsar de outra urbe. Escutar uma língua nova e tentar adivinhar sentimentos. Provar outro povo através da sua gastronomia. 
Fotografar pequenos detalhes, ou exemplos da grandiosidade do génio humano, ter visões do passado usando a imaginação. 
Sentir a excitação da partida mas voltar serena e de coração cheio. 
Ganhar mundo, trocar experiências, ensinar e aprender, testemunhar a história.

Sonho com os canais e as flores de Amesterdão, o sol de Florença, os souks de Istambul.
Os mercados e feiras de rua em Londres, a descontracção boa e a arte de Barcelona, o romantismo de Paris. 
E na loucura, Nova Iorque, a diversidade Australiana, os templos do Cambodja, e mais e mais...
Tantos anos a viajar na imaginação.Tantas vezes, destinos adiados porque sim e porque não. As razões (umas muito válidas e outras nem por isso), agora não interessam.
É tempo de não perder mais tempo. 
De ir aos sítios que imaginei mil vezes. Que sonhei acordada. 
Nem que seja um por ano, ou menos. Mas ir. Que o mundo ninguém no-lo dá, ganha-se.
Entretanto neste frio de Janeiro, quase sinto o calor do sol, enquanto ouço deslumbrada os relatos de quem vai. Que já não me chegam as descrições de quem escreve, ou as imagens de quem os fotografa tão bem. 

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