28 de fevereiro de 2015

A teoria de tudo

Imagem retirada da net.

Depois desta citação, acho que pouco posso acrescentar sobre este filme que adorei, sem desvendar o mistério.
Vão ver. No fim podem (ou não), chegar à mesma conclusão que eu cheguei.
Que o filme ainda não acabou, que esta história continua na vida, porque os personagens são reais.

Mas, ainda assim não resisto. ( podem optar por não ler o resto)

27 de fevereiro de 2015

Flores

Acordei a sonhar com viagens. 
Acordei a pensar em flores, canais, pontes, barcos, bicicletas, passeios sem fim. 
Acordei a pensar em arte, moinhos, janelas abertas e casas coloridas... 
Acordei a pensar em sonhos para cumprir.


Correr está na moda

Para todo o lado onde me viro, ouço falar das maravilhas da corrida. 
Para quem nunca foi fã (eu!), parece uma conspiração. Senão vejamos: 
É o desporto mais praticado pelas pessoas que me rodeiam, e não só.
Onde trabalho, todos os dias vejo dezenas de colegas correr à hora de almoço. E dizem-me que gostam. 
As minhas amigas, algumas que tal como eu, gritavam aos sete ventos que odiavam correr, correm agora como se tivessem descoberto a fonte da felicidade. 
À segunda feira o tema dominante, é cada vez mais sobre as provas que se fizeram no fim de semana. As classificações, como foi dura/espectacular/gira/fácil/bem (ou mal) organizada... 
Os modelitos que se discutem à minha volta, já não são só os da Zara ou da Lanidor, são os ténis XPTO, os apetrechos que se penduram ás costas (cujos nomes desconheço), o equipamento (calções e camisolas) mais eficiente, as cores mais in... 

Apreciando toda esta animação, comecei a pensar se não estaria a ser radical. Se este "ódio de estimação" à corrida ainda faria sentido, uma vez que grande parte dele advém dos traumas de liceu, quando nos obrigavam a correr na rua, na aula de educação física. Da lembrança do frio, da dor de burro, do frete que era. Sim que aquilo não era para meninos. Correr no inverno, com o piso gelado da geada, ás 8.30 da manhã em Trás-os-Montes, (por vezes com temperaturas negativas), traumatiza qualquer um...

23 de fevereiro de 2015

Embaraço ou desembaraço?

Todos os dias são dias de sermos surpreendidos, por nós e pelos outros. 
Mas é nas surpresas que encontramos caminhos novos. E o que poderia ter sido uma dificuldade, revelou-se afinal uma aventura. 



O plano para este sábado era tratar do cabelo na hora de almoço. 
Pode ser um programa entusiasmante para algumas mulheres, mas a mim só me causa ansiedade. O rebuliço, o calor, os puxões, a espera, o tempo perdido. Saio sempre do cabeleireiro enervada e aliviada por ter acabado. 
Sim, também me sinto linda, mas não compensa. 
Por ser algo que não me agrada fazer, à primeira desculpa, desviei-me do plano inicial.
Como consequência, dei por mim sozinha, no centro de Lisboa, depois de almoço, ainda com o cabelo por tratar. 
Num impulso decidi ir de Metro. Lembrei-me que já tinha visto uma estação de Metro perto do salão. 
Não havia de ser assim tão complicado chegar lá rapidamente!
Desci as escadas e ... acabei por me perder nos túneis do Metro em Lisboa.

20 de fevereiro de 2015

17 de fevereiro de 2015

Still Alice



Um filme sobre Alzheimer mas também sobre Amor.
Não vou dizer que é triste (porque é mais que isso isso). Nem que devem levar lenços, mas recomendo. 
Também não trago novidade, quando afirmo que a Julianne Moore foi fenomenal. Porque ela é.

16 de fevereiro de 2015

Parabéns C!

Durante 7 anos fomos só nós. Cúmplices, companheiros, amigos inseparáveis.
Brigámos como cão e gato, e fizemos as pazes, sempre. Contigo ri e chorei, tantas vezes que lhe perdi a conta. Mantemos uma confiança mutua inabalável, e venha quem vier acrescenta, não divide. Nas grandes decisões que a vida te colocou ouviste-me sempre, e decidiste com o coração, porque tu és assim.Tens um altruísmo fora de série e poucos o sabem, nem mesmo tu, porque fazes o que achas certo, mais nada.  
Juntos olhámos de desconfiados para o primeiro intruso e aceitá-mo-lo. Juntos recebemos o segundo. 
Juntos fomos e seremos os maiores defensores de ambos, para sempre.

Eles são simples, nós é que complicamos

Por vezes, complicamos a nossa vida.
Nesta vontade de estimular as nossas crianças, oferecendo-lhe experiências novas, arrasta-mo-las para sítios que achamos que vão gostar. Respiramos fundo, fazemos aquele esforço para não ser egoístas, (que o que nos apetece mesmo, é ficar no quentinho a ler um bom livro ou a ver um bom filme), e lá vamos nós fazer aquele programa de família a pensar neles.
Nem sempre o resultado é o esperado. 
Quando começa a primeira birra, garantimos-lhe que vai ser giro, e seguimos em frente (afinal estamos ali por eles!). 
Não paramos para pensar, para os ouvir verdadeiramente. Estamos ocupados a mostrar-lhe como é divertido.

14 de fevereiro de 2015

As 50 sombras de Grey

Parece que anda meio mundo agitado com a estreia das 50 sombras de Grey.
Não li porque não me prendeu. Também passei pela fase da curiosidade, mas não passou no teste das páginas aleatórias. 
Passo a explicar, quando tenho dúvidas acerca de um livro, vou a uma livraria e abro-o em dois ou três sítios ao acaso, leio um ou dois parágrafos dessas páginas. Se despertar algo em mim compro, senão deixo ficar. E neste caso deixei. Mas já ouvi de tudo, que é mesmo bom, que é uma porcaria, que prende, que não tem interesse nenhum, que se lê bem, que é uma chatice.
Pareceu-me as Júlias ou Sabrinas das minhas tias, que eu lia ás escondidas na casa dos meus avós há mais de 20 anos, com um bocadinho mais de picante. 
Seja bom ou mau, trouxe a sexualidade ás conversas de café, tornando mais natural a troca de opiniões sobre o tema. Discute-se abertamente o conteúdo, com uma naturalidade que é muito positiva. E se no inicio, quando apareceu nas livrarias, as pessoas o liam discretamente, hoje parece-me que ninguém o esconde, e ainda bem.
Eu li alguns (bons) livros com o seu quê de picante, que não geraram tanto alvoroço. Mas parece que o alvoroço não se explica.

12 de fevereiro de 2015

Fevereiro o mês caracol

Tempus fugit... Foge, voa ou escorre por entre os dedos como areia na praia. Irreversivelmente.
Os meses, esses marcadores inventados para nos dar consciência dessa linha continua, vejo-os desfilar como se fossem folhas de calendário a cair diante dos olhos, sem os conseguir agarrar o tempo necessário para que se cumpram todas as expectativas que tenho para eles. Entre obrigações e rotinas, pouco sobra para os tornar memoráveis.
Mas neste filme acelerado em que geralmente se transforma a nossa vida, o mês de Fevereiro fica suspenso em mim. A percepção muda, e é como se nestas 4 semanas me movesse lentamente entre cenas “arrastadas” do Matrix.

11 de fevereiro de 2015

Nós somos como as cerejas

Hoje aconteceu algo no ginásio que frequento, que confirma o que já suspeitava: ás vezes, o principal entrave à nossa felicidade somos nós próprios, e as minhoquices que metemos na nossa cabeça.
Mas voltando à história ...
Uma miúda convenceu um rapaz a experimentar a aula de Zumba. Não sei se era amigo, namorado ou colega de trabalho, mas para o caso tanto faz. Era um rapaz, que "ousou" experimentar uma aula, que naquele ginásio, era 100% feminina. 
Por razões que só posso conjecturar, os rapazes passam a caminho da musculação, olham através da porta, mas não param. 
Até hoje.

8 de fevereiro de 2015

Pedro Abrunhosa

Sou fã dele vai fazer uns anos largos, e ontem pude revê-lo no MEO Arena num concerto que me fica.
O primeiro concerto a que assisti, ainda no tempo dos Bandemónio, foi noutra fase da vida onde a provocação maior vinha em forma de palavrão colado a uma das suas musicas (Talvez Foder), banida de varias rádios. Gerou polémica, tornando-o mais conhecido, mas a verdadeira mensagem perdeu-se, que a obscenidade não era aquele palavrão sem importância.

4 de fevereiro de 2015

Impulso

Há momentos em mim em que só me apetece ceder ao impulso, não pensar nas consequências e ver o que acontece.
Respirar fundo, ganhar balanço, correr o mais rapidamente possível, e saltar para o desconhecido para confirmar (ou não) que se sobrevive ao salto.
Nesses breves momentos quase acredito que tudo à nossa volta é intrinsecamente bom. Que não há mal entendidos, inveja ou maldade. Que o universo é a minha rede.

2 de fevereiro de 2015

Perspectiva

... é aquela linha em que nos colocamos quando levantamos os olhos do nosso umbigo e olhamos de frente para o que nos rodeia.
É quando nos afastamos da árvore onde parece que batemos com a cabeça, e vemos a floresta que se abre à nossa frente.
Ou quando abdicamos da ideia de ser o todo, e aceitamos ser uma parte ínfima de algo muito maior.
É o poder de transformar um ponto numa direcção, um substantivo num verbo, um estado numa reacção.


1 de fevereiro de 2015

O sentido da vida

A morte faz parte da vida. Nunca questionei esta afirmação, e penso que ninguém o faz. Porque o fim, será algo que virá de noite quando formos muito velhinhos, depois de uma vida longa e cheia. Porque é assim que deve ser. É assim na minha cabeça, e provavelmente na da maioria das pessoas que conheço. Vivemos o dia a dia como se por cá andássemos para sempre. Olhamos para o futuro como se fosse nosso. Garantido. Até que apanhamos "O susto".

No meu caso, "o susto" chegou sexta feira, em forma de um telefonema, dias depois de ter feito o check-up periódico, a perguntarem se posso ir a uma consulta urgente dali a uma hora, com o medico xpto conhecido por ser o especialista dos casos graves... Digo que sim, que vou. Que mais poderia eu responder?