11 de fevereiro de 2015

Nós somos como as cerejas

Hoje aconteceu algo no ginásio que frequento, que confirma o que já suspeitava: ás vezes, o principal entrave à nossa felicidade somos nós próprios, e as minhoquices que metemos na nossa cabeça.
Mas voltando à história ...
Uma miúda convenceu um rapaz a experimentar a aula de Zumba. Não sei se era amigo, namorado ou colega de trabalho, mas para o caso tanto faz. Era um rapaz, que "ousou" experimentar uma aula, que naquele ginásio, era 100% feminina. 
Por razões que só posso conjecturar, os rapazes passam a caminho da musculação, olham através da porta, mas não param. 
Até hoje.

Que um dos que passa regularmente à porta da sala, e olhava com curiosidade, hoje parou e entrou. 
Ambos fizeram a aula descontraidamente connosco, e saíram-se muito bem. O segundo, parecia genuinamente divertido e à vontade com a dança. Se realmente se divertiu, quero acreditar que volta, independentemente de ser ou não o único rapaz. 
Mas não é garantido...

Quando pensava nas inibições "parvas" que carregamos connosco, recordei que comigo se passou algo semelhante, em relação à minha aula preferida de cardiofitness com pesos. Passava por lá, via só homens com alteres, e convencia-me que não era para mim e para o meu corpinho magrela. 
Mas quando um dia vi lá dentro uma miúda (quem sabe arrastada por alguém...), decidi experimentar, assim como assim a minha camisola cor de rosa já não ficava a destoar... Gostei tanto daquela aula que hoje só tenho pena do tempo que perdi por não ter começado mais cedo. Uns meses passados, já não somos só duas, neste momento as meninas são quase metade do grupo.

Com isto chego a duas conclusões:
Uma é que não fazemos muitas vezes algo de que gostamos, por preconceito, e só nós é que perdemos com isso.
A outra é que nós somos como as cerejas, basta começar um que o outro vai logo atrás...





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