8 de fevereiro de 2015

Pedro Abrunhosa

Sou fã dele vai fazer uns anos largos, e ontem pude revê-lo no MEO Arena num concerto que me fica.
O primeiro concerto a que assisti, ainda no tempo dos Bandemónio, foi noutra fase da vida onde a provocação maior vinha em forma de palavrão colado a uma das suas musicas (Talvez Foder), banida de varias rádios. Gerou polémica, tornando-o mais conhecido, mas a verdadeira mensagem perdeu-se, que a obscenidade não era aquele palavrão sem importância.

O Pedro é um verdadeiro showman, um entertainer e um comunicador, consegue-se dar ao publico em concerto e receber dele o melhor, a sua energia e estima. Desafiador, provocador, inteligente, são palavras que o definem bem. Para mim ele é acima de tudo um compositor e um poeta, capaz de transmitir audácia e rebeldia na sua musica, de uma forma soberba.

Neste concerto a que assisti no MEO Arena, todo ele foi de generosidade e confiança. Na forma como partilhou a sua musica, os seus pensamentos e a sua alegria.
Generosidade evidente no momento em que os fotógrafos são chamados ao palco, para circular livremente, e o próprio Artista se transforma no fotógrafo. Confiança quando o palco se enche de fãs para cantar com ele a musica Pontes entre nós, em que as pontes metafóricas se tornam efectivas nos abraços e na ligação sem qualquer barreira entre ele e o seu público. Com a musica Toma conta de mim homenageou o seu amigo de estrada, Jorge Sousa, recentemente falecido e tocou o coração de muitos, num momento quase intimo dele e dos músicos, partilhado connosco.

Fui agradavelmente surpreendida pela voz de uma das suas Vocal Girls Diana Martinez, que nos ofereceu um solo arrebatador.
Pedro Abrunhosa, mais maduro mas igualmente inconformista, fala-nos do absurdo que é qualquer fundamentalismo religioso que não se baseie exclusivamente no que temos todos em comum, o poder uno e arrebatador do Amor onde todos nos fundimos sem excepção e que não precisa de mais que a sua natural manifestação em todas as suas formas.

No regresso ao palco trouxe com ele Camané que deu mais calor e dimensão ás musicas Para os braços da minha mãe e Ilumina-me. Durante todo o concerto, soube conduzir as emoções do publico e espicaçá-lo quando esmorecia, Guiando-o como um verdadeiro maestro. Foi muito mais que musica, foi um agitar de ideias, um recordar verdades, um aconchego de quem regressa ao calor familiar da sua casa. 










 

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