24 de março de 2015

Até parece que foi de propósito...

Nada como ter uma teoria bonitinha, para comprovar da pior maneira, que isto da pedagogia não é nada fácil.
E sim, dou uma no cravo e outra na ferradura. E ás tantas não. Que eu já sabia como custa fazer o que está certo, quando o que está certo não é aquilo que o nosso filho quer.
Raios, como é difícil!
É tão mais fácil, chegar a casa com um Lego novo e vê-lo saltar de alegria! É tão mais fácil, fazer-lhe as vontades e vê-lo feliz.

Para mal dos meus pecados, não conheço ninguém mais teimoso que o meu filho.
E ontem, mais uma vez tive a prova. Travámos uma guerra de vontades e perdemos os dois.
Mais de uma hora à mesa a medir forças. Com muita fita, lágrimas e simulação de vómito. Ameaças, cara feia, e firmeza. 
Ele não cedeu um milímetro. 
Ficou sem os brinquedos preferidos durante uma semana, foi para a cama mais cedo sem história, sem canção, só com um beijinho de boa noite. Nem reclamou, pois entendeu muito bem os motivos.
E eu… quase nem dormi. Que só me apetecia voltar atrás na decisão, dar-lhe beijos e abraços e fazer-lhe todas as vontades.
Hoje estou para aqui cheia de remorsos, com o coração apertado, e ainda não sei o que poderia ter feito melhor.
Acho que nos próximos meses não lhe ponho tagliatelle no prato…

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