10 de março de 2015

Entre a Adraga e a Praia Grande

Caminhar. Passo a passo, cabeça erguida, olhar em frente. Abrir os braços ao Sol e deixá-lo entrar. Absorver cada partícula e equilibrar finalmente este déficit de energia que o corpo acusa, depois de um longo Inverno.

Respirar. Inspirar fundo e oxigenar cada recanto, cada célula do nosso corpo, como se dessa forma pudéssemos exorcizar todo o lixo que carregamos connosco. Inspirar até ao limite, até ficarmos tontos.

Transpirar. Obrigar o nosso sistema de refrigeração a limpar todos os poros. Activar a circulação, olear as articulações, desafiar os músculos de forma a que o movimento se torne fluido, uno. 

Observar. Mais que abrir os olhos, ver. Registar na a nossa mente toda a beleza que nos rodeia. Perder no caminho tudo o que não interessa trazer de volta. Olhar para lá de um horizonte que nos pacifica e nos devolve o centro.

Sentir. Deixar que a brisa, o sol, a cor, os sons, e todas as sensações boas, nos inundem e se transformem em prazer puro. Gravar em nós o que os nossos sentidos nos oferecem.

Agradecer. Porque estamos aqui. Porque é possível. Porque é perfeito.










2 comentários:

Cláudia M disse...

Que lindas as fotografias ! Gosto especialmente da primeira ;)

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Obrigado. Foi com a "velhinha" Canon G12, que numa caminhada é muito mais prática. ;)