27 de março de 2015

Hoje a esperança perdeu

Morreu
A noticia caiu como uma bomba.
Depois do choque e burburinho inicial, o silencio abateu-se como um manto denso, pegajoso e cinzento, aprisionando-nos o pensamento fazendo-nos sentir pequenos nadas.
Ouço à minha volta o som das teclas dos computadores. Ruídos secos que se tornam estridentes, quase obscenos. 
O olhar de cada um de nós encerra pensamentos íntimos, quem sabe se de pesar ou medo.

E a vida corre como se nada fosse.
Os telefonemas continuam a precisar de ser atendidos.
Os problemas continuam a ter nível de serviço para cumprir.
A semana chega ao fim e urge deixar tudo organizado.
E esta urgência por alguns momentos parece-me ridícula, afinal temos pressa de quê?
Mas continuar a fazer o que tem que ser feito, nem que seja em piloto automático, acalma a tempestade que nos envolve.
Justifica o absurdo e atenua a sensação de impotência.
E neste momento parece que a vida se resume a isto. Nascer e morrer.  
Há que tentar fazer o melhor possível entre os dois extremos. 

3 comentários:

Cláudia M disse...

Bolas... ;(

Eu tinha comentado o Post anterior e também tinha dito, que tínhamos que ter esperança... mas realmente, nem sempre a esperança ganha...

Nós somos mesmo, pequenos nadas e damos muitas vezes, muito, como garantido. Mas a realidade é que a qualquer momento, tudo pode acabar. E a sensação de impotência, é terrível...

Mais uma luta perdida, contra esta doença maldita. Raios.

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Infelizmente ainda se perdem demasiadas.

Cláudia M disse...

É verdade.