13 de março de 2015

O bicho

Ontem fui finalmente atacada pelo bicho.
Este Inverno parecia que me escapava sempre entre os pingos da chuva. Ouvia falar que ele andava por aí, que já tinha feito baixas, via cair alguns conhecidos à minha volta, e eu nada. Inexpugnável. Não entrava nada. Colegas a tombar um a um, famílias inteiras a sucumbir, e eu para aqui a sentir-me invencível.
Até ontem. 

Ele chegou, com pezinhos de lã. 
Tão sorrateiro que fui trabalhar. Tão dissimulado, que acreditei ser só algo que me tinha caído mal. 
A meio da manhã deu-se a hecatombe. E ainda assim, pensei que fosse só uma trovoada passageira.
Mas não... Quando comecei a sentir frio, tonturas e náuseas, sabia que não era ali que devia estar, e voltei para casa.
Poupo nos pormenores que pouco interessam. Adianto só que a tarde foi feita de sprints para o WC, local que se transformou no SPA onde aconteceu uma verdadeira limpeza interior.
Finalmente a coisa amainou, e eu sinto-me como se tivesse sido arrasada por um tornado, largada no meio do nada, desorientada e sem forças, aliviada por ter ter acabado.

Uma virose, é uma coisa banal. Pode acontecer a todos, e eu não fui excepção (por mais que pensasse que sim...). 
Agora, estar de joelhos no chão, a olhar para o nosso reflexo na sanita, deve estar no top 10 das situações menos glamourosas desta vida, e eu espero não voltar a passar por isto tão cedo, que para além nos reduzir à nossa insignificância me levou aquele meio quilo (ou mais) que eu tinha ganho com tanto esforço no ginásio... 



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