11 de março de 2015

Pôr o dedo na ferida

O que farias se soubesses que serias bem sucedida?
Esquece o medo do fracasso e faz. O pior que pode acontecer é falhares. 
Mas afinal, falhar é assim tão terrível? 
Não nos ensina a vida, que é no falhar que se aprende, que se enrijece para a próxima tentativa?
Não é, viver no medo de falhar, muito pior? Não é muito mais terrível, não viver de todo?

Ultimamente dou por mim com este dialogo interior. Como se coexistissem em mim duas forças antagónicas.

Por vezes arrisco em pequenas coisas, sem grandes consequências, só para me testar. O mais surpreendente, é que o saldo é positivo. Mesmo assim, não me tem servido de impulso para decisões mais audaciosas. 
Tenho medo do fracasso. Pronto está dito. Assumido. E parece tão banal.

Foram poucas as vezes que comecei alguma coisa sem ter a certeza de que seria capaz. 
Quando desejo algo que me parece difícil demais... chamo-lhe sonho em vez de projecto. E fica a pairar em mim como uma aura fantasmagórica. Penso nele, mas não falo dele, não vá alguém fazer perguntas difíceis...
E no entretanto, vou consumindo o meu tempo e a minha energia com projectos menores, seguros, certinhos. 
Quando o desejo é forte e a ideia não me sai da cabeça, acaba por me atormentar. Nesse caso procuro as condições ideais, reúno informação, e acredito que estou a chegar lá. Mas falta sempre qualquer coisa. O momento de ir à luta nunca parece o certo. O tempo passa. Até ser tarde demais.
Sim, começo finalmente a reconhecer os desvios que vou seguindo e que só me afastam da estrada principal. Será este reconhecimento, suficiente para me afastar deles, ou vou continuar a cair nas armadilhas que a mente nos prega?
     

2 comentários:

Cláudia M disse...

É um grande medo mesmo, o medo de falhar. Penso que acima de tudo, temos receio de nos desiludirmos. Temos receio que se venha a constatar de que não passava mesmo de sonhos que só existiam na nossa cabeça.

Mas penso que ainda será pior, vivermos arrependidos por não termos tentado com todas as nossas forças e um dia ser tarde de mais realmente... Dá-que pensar e é mesmo pôr o dedo na ferida.

Beijinho

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Isso do arrependimento é mesmo assim. Dos que tenho são muitos mais os daquilo que não fiz, do que os do que fiz.