30 de abril de 2015

Out of the box

É habitual, na minha actividade profissional, encararmos cada tarefa, como a continuação do que já existe.
Este pressuposto, por ser muitas vezes correcto, vicia o raciocínio, o que nos tolda a capacidade de pensar fora da caixa.
Assim, olhamos para o que temos, pensamos no que queremos obter, e fazemos as modificações necessárias para chegar ao resultado final. 
Quando não se ajusta lá muito bem, vai de "calçadeira"... 
Claro que quantas mais vezes forçamos, mais disforme se vai tornando o conjunto. Chega uma altura, que se torna uma aberração ingerível.

28 de abril de 2015

Por falar em provocar sorrisos

Descobri finalmente o meu sexy do Trail.
As minhas ancas movem-se de maneira diferente. É um rebolar que não estava lá. Passos felinos, lentos e calculados.
Bamboleantes. 
Um slow move que vira cabeças e gera sorrisos.

Hoje é dia de sorrir



Tocou-me. Não podia deixar de partilhar.

27 de abril de 2015

O verdadeiro dragão

Voltemos ao tema dos dragões. Aqueles bichos míticos que só os cavaleiros de coração puro conseguiam enfrentar, para finalmente libertarem o reino do medo, ou a sua princesa do isolamento.
Nesta história de dragões cavaleiros e princesas, eu contenho em mim isso tudo.
A princesa isolada numa ilha, rodeada de autoestradas por todo o lado, que alimenta um dragão com o seu medo de conduzir, e que no fim da história, tem de ser o seu próprio cavaleiro, enfrentar o dragão, para ganhar o mundo. 
E hoje fui isso tudo, três personagens numa história só. Princesa, cavaleiro e dragão.

26 de abril de 2015

Matar dragões



Hoje foi dia de matar dragões.
E digo dragões porque não contente com um, decidi enfrentar dois no mesmo dia.
Do primeiro falo depois, porque não morreu realmente mas fiquei a saber que é possível enfrentá-lo. O segundo foi correr. 
Como já o disse aqui, detesto correr, penso que pode ter a ver com traumas do tempo de liceu, em que era obrigada a enfrentar graus negativos para correr na rua ás 8.30h da manhã, durante a meia hora a que a professora de ginástica (uma ditadora) chamava "o aquecimento".

24 de abril de 2015

Zumba

Sim, sim, sim... eu sei, há quem diga que é mais uma que está na moda.
Sim, o Pavilhão Atlântico (para mim será sempre pavilhão Atlântico) enche-se de miúdas com se fosse um evento do Tony Carreira, e ninguém entende porquê…
Mas se gostam de dançar, experimentem, que rapidamente passam a perceber.

Não gostam de ginásios? 
Não faz mal, todos os fins de semana há eventos de Zumba por esse país fora. Em pavilhões desportivos, associações recreativas, juntas de freguesia, escolas, praias...
Se não vos cativar é porque não tiveram a sorte de ter a professora, ou professor, certo.

E é por esse motivo que eu aqui estou agora a falar disto. Eu tive. E como muito do que temos nesta vida, só lhe damos o real valor quando o perdemos.

21 de abril de 2015

Um dia bom

E o que me dizem da satisfação que é ter um daqueles dias de trabalho em que conseguimos fazer tudo? Daqueles em que atingimos um poder de concentração tal, que nada nos desvia do que nos tínhamos proposto fazer. O tempo parece que estica, e a gestão que fazemos dele resulta de uma forma, que por mais interrupções que apareçam nunca perdemos o fio à meada.
São momentos conseguidos num estado que só a mais pura adrenalina explica. Sentimos cada parcela de tempo que passa, e rentabiliza-mo-la ao segundo. Os problemas vão-se desenrolando à nossa frente e para cada um deles uma solução nasce. Levamos todas as tarefas a bom porto, e por vezes, ainda sobra tempo para apreciar o resultado final.

Hoje tive um dia assim e foi tão bom.


19 de abril de 2015

Entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno

Mais uma caminhada, mais uma aventura.
Desta vez, entre Pedrogão Grande e o Pedrogão Pequeno, paisagens de tirar o fôlego. Verde a perder de vista, a Primavera no auge, e em todo o seu esplendor.
O dia que se queria fresco mas solarengo, trouxe sem que ninguém o tivesse desejado, a chuva. Nada de dramático mas mesmo assim, incómodo, principalmente para quem não ia preparada com roupa própria (eu), e para quem queria fotografar.  
Começámos no santuário e também miradouro da Nossa Senhora dos Milagres. Foi aí, rodeados pelo sagrado, que fomos tentados pelo pecado da gula. Á nossa espera estava Manfred Märkl com os seus já famosos queijos de cabra, de fabrico artesanal. E ninguém resistiu a um pecado tão divino.
Depois de cumprido o primeiro ritual, subimos ao miradouro onde pudemos sentir a grandiosidade espiritual de um local de culto rodeado por um horizonte verde e azul que nos transporta para fora de nós.

17 de abril de 2015

Nem tudo são flores

Amanhã é dia de mais uma caminhada. 
Daquelas organizadas, em que saímos de madrugada (6.30), para só voltar à hora do jantar.
Por ser pessoa que gosta de dormir até mais tarde ao fim de semana, custa-me muito acordar tão cedo, mas como sei que o esforço é largamente recompensado, salto da cama ao primeiro toque do despertador, para não correr o risco de adormecer e perder a experiência.
Nestas andanças, para além de acordar cedo, há mais uma coisa que me causa sempre uma ansiedade para lá do razoável. 
Não se trata da distancia, do declive, do piso, da altitude, da fome ou da sede. O que me atormenta e me condiciona, é tão simplesmente a limitação da minha bexiga que parece encolher perante a perspectiva de uma longa caminhada campestre. 
Planeio minuciosamente o que bebo, em função das possíveis (ou não) instalações sanitárias ao longo do percurso. Evito o café antes da caminhada, e racionalizo a agua que deveria beber em abundância. Não é romântico (é até bastante irritante), e não combina com toda uma ideia, de bucólica harmonia na natureza.

15 de abril de 2015

Jurista ou "chico esperto" ?

A propósito de uma ida ao Jardim Zoológico com a escola, perguntei ao meu filhote se sabia onde iria no dia seguinte.
Ele baixou os olhos e não me respondeu. Achei estranho, uma vez que normalmente andam entusiasmados com os passeios, mas não insisti porque achei que ali havia coisa...
Mais tarde o pai contou-me o motivo.
Parece que ele confessou terem-se portado muito mal na escola.
Tinham andado a gritar e a correr de um lado para o outro dentro da sala de aula. Disse também que a educadora afirmara, que a continuarem a portar-se mal, ia dizer ao senhor do autocarro para não levar os meninos da sala dos 4 anos ao Jardim Zoológico.
A seguir, explicou ao pai porque é que isso não o preocupava:

14 de abril de 2015

Mafra

Quando me sentei, para registar mais uma caminhada, desta vez em Mafra, pensei em escrever sobre o Convento e de como o livro do Saramago me obrigou a olha-lo de outra forma, mas fica para outra vez. Desta, vou só deixar algumas fotografias que não conseguem fazer justiça à maravilha que de facto é. 
Voltarei com o objectivo de tentar fotografa-lo como merece.

13 de abril de 2015

Fim de semana (quase) alucinante

Hoje de manhã cheguei ao trabalho feliz por finalmente poder descansar o corpo. 
Há muito que não tinha um fim de semana tão cheio.
Em dois dias, entre os habituais afazeres mundanos, encaixei: idas ao parque, jardim, praia, caminhada, bicicletas, ….
Sábado, apesar do bom tempo, tive que me enfiar 2 horas no cabeleireiro para tratar do cabelo que já estava uma lástima (é sempre um tempo que me custa perder). Cheguei tarde para o almoço, o que resultou num almoço à pressa porque a seguir tínhamos combinado ir ao parque, e passear na praia com alguns amigos. 
Logicamente, quando regressei a casa ao fim da tarde, havia mil e uma coisas para fazer… 

9 de abril de 2015

Estado de espírito

É extraordinário como o estado do tempo afecta o meu estado de espírito. Não sei como é com as outras pessoas, mas comigo, é uma ligação quase imediata, entranha-se-me não só no corpo mas também na alma.
Se o sol está encoberto, chove e faz frio, fico tolhida, de acções e ideias. Só me apetece enroscar num cobertor quentinho e dormitar. Entregar-me à lassidão do dolce far niente na sua forma mais improdutiva.
Não me apetece andar na rua, custa-me fazer seja o que for, e qualquer réstia de optimismo desaparece à primeira dificuldade. Mas pior que perder o optimismo, é a rabugice e a impaciência que tomam conta de mim. É preciso uma força de vontade quase sobre-humana para ultrapassar a inercia de dias assim.

7 de abril de 2015

Trás-os-Montes ... Alentejo

A Páscoa é para mim (já o disse aqui), mais que o Natal, a festa da família. 
É das tradições Transmontanas, a que mais prezo. A que me traz as melhores memórias do tempo em que lá vivia. O sol, as cores, a alegria dos recomeços. 
Era nas férias da Páscoa que plantava morangos, os mesmos que faziam as minhas delicias no inicio do Verão. Era nas férias da Páscoa que fazíamos as limpezas da Primavera para receber a bênção, era no dia de Páscoa que a casa estava aberta a quem quisesse entrar para comer as amêndoas, beber o vinho e provar o folar.
Dia inteiramente dedicado aos excessos gastronómicos, à família e ao exercício de tocar o sino. E que pesado ele era!
É esta a Páscoa que eu recordo, e da qual sinto a falta. Não sendo uma católica muito praticante, gosto das tradições, do que significam no nosso coração, desta constância que nos mantém coesos e nos confirma a nossa identidade.

3 de abril de 2015

Páscoa

É tempo de recolhimento. De ser. De partilhar. De família, a que nos cabe em sorte e a que escolhemos de coração.


1 de abril de 2015

Desafios

A propósito de um comentário recente que fiz sobre desafios e tenacidade, que teve uma resposta que não consegui esquecer, dei por mim a questionar-me acerca da ultima vez que me desafiei à séria. A ultima vez que embarquei numa demanda sem grandes certezas de sucesso, e que depois de a ter tomado como minha, nunca mais a larguei nem ponderei sequer desistir, mesmo quando fraquejei ou me senti no limiar das forças.
E já foi há muito tempo. Há demasiado tempo.