30 de abril de 2015

Out of the box

É habitual, na minha actividade profissional, encararmos cada tarefa, como a continuação do que já existe.
Este pressuposto, por ser muitas vezes correcto, vicia o raciocínio, o que nos tolda a capacidade de pensar fora da caixa.
Assim, olhamos para o que temos, pensamos no que queremos obter, e fazemos as modificações necessárias para chegar ao resultado final. 
Quando não se ajusta lá muito bem, vai de "calçadeira"... 
Claro que quantas mais vezes forçamos, mais disforme se vai tornando o conjunto. Chega uma altura, que se torna uma aberração ingerível.
Quando temos consciência que são mais as peças soltas e sem função, que as que realmente tem um objectivo, o caos é já tão grande que se torna difícil retirar o lixo sem danificar o que realmente faz falta, e fazemos mais um remendo.
De vez em quando, temos um rasgo de lucidez
Fazemos das tripas coração, assumimos um compromisso connosco, apostamos o tudo ou nada, e arriscamos fazer de novo. 
Com harmonia. À medida. Sem extras inúteis.
Custa muito no inicio. Sai-nos do corpo. Gera alguma insegurança. Mas vale a pena a longo prazo.

Ás vezes, na vida como no trabalho, mais vale recomeçar, deixar de fora o que não faz falta, e fazer de novo. À nossa medida. 




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