24 de abril de 2015

Zumba

Sim, sim, sim... eu sei, há quem diga que é mais uma que está na moda.
Sim, o Pavilhão Atlântico (para mim será sempre pavilhão Atlântico) enche-se de miúdas com se fosse um evento do Tony Carreira, e ninguém entende porquê…
Mas se gostam de dançar, experimentem, que rapidamente passam a perceber.

Não gostam de ginásios? 
Não faz mal, todos os fins de semana há eventos de Zumba por esse país fora. Em pavilhões desportivos, associações recreativas, juntas de freguesia, escolas, praias...
Se não vos cativar é porque não tiveram a sorte de ter a professora, ou professor, certo.

E é por esse motivo que eu aqui estou agora a falar disto. Eu tive. E como muito do que temos nesta vida, só lhe damos o real valor quando o perdemos.
Fui à primeira aula meio desconfiada, pois sou um pouco (muito) descoordenada. Passei a aula a trocar a esquerda com a direita, e a dançar fora de ritmo. Ela, a professora, cheia de alegria, descontracção, e atitude, rapidamente me ajudou a desinibir, e a coisa foi acontecendo. Ao fim de um par de aulas, continuava descoordenada mas tomei-lhe o gosto. Ansiava pela musica contagiante, e pela alegria que todo o grupo transmitia naquela sala. Se por qualquer razão não conseguia fazer a aula, a semana já não fluía da mesma maneira.

A coisa entranhou-se de uma maneira que não se explica. Não sendo eu muito expansiva em publico, ela conseguiu de mim (nós), uma descontracção que eu nunca tinha conseguido num ginásio, em cada musica louca que ela trazia, “soltávamos a franga”. Completamente indiferentes a possíveis olhares de incredulidade ou crítica. Ali era um mundo só nosso onde, naquela loucura conjunta, libertávamos os problemas e o cansaço de um dia de trabalho.
Continuo sem saber distinguir a direita da esquerda e sem conseguir decorar um esquema por inteiro, mas já não me importa. Aprendi que o mais importante é ir, e aproveitar ao máximo aquela hora de pura diversão sem consequências.
E isso devo-o á Janey. Uma miúda cheia de garra, com um jeito selvagem e doce, e um salero como nunca tinha visto.  
Este mês mudou a professora. E é simpática, e tem boa vontade, e até gosto dela… Mas…
Falta aquela alegria contagiante. Aquela loucura controlada que nos arrastava a todas para um abandono ao “quero lá saber o que os outros pensam”.
Falta o salero. Falta a Janey.


E é isto.




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