18 de maio de 2015

18 de Maio

Já aqui escrevi sobre dois dos meus irmãos. Hoje é O dia do terceiro.
Num grupo de três, não podia ser mais afortunada, cada um deles é completamente diferente do outro e isso valoriza todo o conjunto, complementando-se em forças e fraquezas.
Nenhum de nós se parece entre si. E isso é verdadeiramente espectacular. Juntos reunimos uma diversidade que torna qualquer reunião familiar uma verdadeira animação. 

Este irmão, que quero celebrar hoje, foi muito desejado pela minha mãe. Lembro-me de a ver “pressionar” o meu pai de todas as formas que sabia porque queria mais  um filho.
Porque já tinha dois “quase criados”, porque já tinha saudades de ter um bebé no colo, porque não há dois sem três. 
Porque sim… E uma mulher quando quer um filho, não desiste. E ainda bem.

É o mais desprendido, o mais descontraído, o mais popular. Com ele, todos os dias podiam ser dia de festa.
Toda a gente conhece o L. Eu deixei de ser eu, na minha própria cidade, para ser a irmã do L.
É também o mais inconstante. 
Por ter um coração maior que ele, está sempre disposto a ajudar, mas apesar disso ou talvez por isso, é aquele com que nunca aplico a expressão "tenho a certeza que vem". 
Porque se agora me diz convicto que amanhã aparece, meia hora depois, é capaz de dizer o mesmo a outra pessoa qualquer, que lhe peça ajuda, convencido que consegue ir a todas. Mas de facto ninguém consegue estar em dois sítios ao mesmo tempo… Pelo que quando me diz “amanhã estou aí” eu só me convenço quando o vejo. Agora, e sem duvida nenhuma, quando está connosco está inteiro, de coração, e isso vale ouro.

O que mais me irrita nele, é também o que mais admiro. A sua capacidade de deixar andar, de não se preocupar com nada. De viver só para o momento presente. A frase que uso frequentemente  para o caracterizar é “no Stress…”.
Também ele foi (é) vitima dos meus “conselhos e sermões”, também ele me acusa de lhe falar com se tivesse 12 anos, (ás vezes parece mesmo que os tem!). Também ele se tornou um adulto do qual me orgulho, apesar de não lho dizer vezes suficientes.
Sendo ele próprio, e sem qualquer artificio, ganhou a admiração do meu filhote, que fala dele sempre de olhos a brilhar.  
No amor, as crianças nunca se enganam.
  
Temos em comum este mês de Maio, que partilhamos juntamente com a nossa mãe. Temos em comum esta confiança mutua, que sempre nos uniu apesar da diferença de idades. Temos em comum o gosto desmesurado pela culinária e pelas viagens. Gosto que ele pratica como profissão, e que eu quase nem como hobby.
Neste dia 18 de Maio, os parabéns são pare ele. O meu desejo do fundo do coração é que seja muito feliz com a D (de quem gosto muito), e continue assim, “boa onda”.




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