11 de maio de 2015

Causa ou consequência

É quase impossível não gostar de quem nos faz rir.
Não é por acaso, que quando se pergunta a uma mulher o que procura num homem, uma das respostas mais comuns, seja: 
"que me faça rir".
Cada uma de nós, tem aquela lista de requisitos, que pode ser mais ou menos longa, que vai variando, que puxa mais ao físico ou mais à personalidade. Mas em todas elas (quase) sem excepção vem a capacidade de fazer rir.
Rir é essencial ao bem estar. Rir relaxa e descontrai, liberta endorfinas que nos dão prazer e aliviam o stress. 
Rir pode não ser sinonimo de felicidade, mas é com certeza o reflexo de um momento feliz. 

Se pensarmos bem, todos temos amigos que nos fazem rir. Que nos dispõem bem. Pessoas que partilham do mesmo comprimento de onda, quando se trata de sentido de humor. E esses são os amigos aos quais regressamos sempre.
Esses são os que entendem aquela piada mais rebuscada, e partilham do que chamamos o nosso humor fininho. São os que nos deixam sempre à vontade, pois só assim o riso espontâneo se dá. Isto não quer dizer que não tenhamos amigos mais sisudos, ou que os amigos sérios não sejam bons amigos, são-no de igual forma, que as afinidades entre pessoas são do mais variado e inusitado que há. Mas amigos sempre mal dispostos, ou tristonhos, aqueles que passam a vida a reclamar, e não se conseguem rir connosco, acabam por nos puxar para baixo, e como em tudo na vida convém manter um equilíbrio saudável.

Voltando ao principio, parece impossível não gostar de quem nos faz rir. Mas nesta leitura que acabei de fazer, parto do principio que gostar é a consequência. E se for ao contrário? Se gostar for a causa? 
Digo isto, porque quando uma relação amorosa acaba, uma das frases que mais se ouve é:
"já não me faz rir..."
Não tenho maneira de saber qual é a causa ou a consequência, nesta relação entre o rir e o gostar, mas que andam intimamente ligadas, disso não tenho qualquer dúvida.


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