25 de maio de 2015

De azeitão ao Portinho da Arrábida

Organizada por um amigo, este domingo fiz mais uma caminhada, desta vez na serra da Arrábida.

Foi todo um evento de tirar o fôlego:
A subida acentuada, a descida vertiginosa, a paisagem deslumbrante.
O calor abrasador que se fez sentir depois do almoço...



O dia estava quente e começámos tarde, pois demorámos a acertar a logística dos carros na partida e na chegada. 
A nossa salvação foi a sombra da serra, durante toda a subida e parte da descida, caso contrário tinha sido uma tarefa hercúlea.





A serra é de uma beleza pura. Os cheiros, a calma, o silencio. Silencio apenas interrompido pelo nosso tagarelar sempre que o fôlego o permitia. Os carreiros quase inexistentes, alertam para o perigo que é andar por lá sem guia. Felizmente, o nosso conhecia muito bem o caminho, guiando-nos com toda a confiança. 
Não recomendo um percurso desta natureza a quem tenha dificuldades de locomoção, a subida é bastante acentuada tal como a descida, que requer ainda mais atenção e esforço, pois o piso torna-se muito escorregadio devido ao cascalho solto.









No percurso, pude ainda conhecer uma gruta com acesso directo para o mar, que serve como capela de uma qualquer santa que não identifiquei. A visão do altar tinha uma aparência um pouco fantasmagórica, onde o profano e o sagrado pareciam coexistir em paz. 







Mais uma praia lindíssima que guardarei na memória, para regressar como o meu filhote.
Mais uma experiência daquelas boas. Que ficam connosco no nosso coração. 


No regresso ainda houve tempo para os petiscos do costume: tortas de Azeitão, queijadas de laranja e leite, queijinhos de amêndoa. As minhas preferidas foram as surpreendentes queijadas de moscatel, tudo na acolhedora pastelaria o Cego.

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