26 de maio de 2015

Dia da minha Mãe

Estive sentada a olhar para este espaço em branco, vários minutos, a listar mentalmente o que me tentaste ensinar ao longo destes anos. Pensei em deixá-lo aqui escrito para memória futura. Mas a verdade é que desses ensinamentos de mãe, alguns  aceitei, e outros ignorei por achar que não me serviam.
Nesta ânsia de ser diferente, muitas vezes cometi erros, e outras consegui caminhar no sentido certo, o da minha própria identidade. E foi nesta rebeldia que cresci como sou. Que compreendo como somos mais parecidas do que julgava. 
Dou por mim, agora também como mãe, a repetir frases e actos que em adolescente, criticava em ti sem dó nem piedade.
Não fui uma filha fácil.  

"Filha és mãe serás."  ouvia-te dizer, sem compreender a essência dessa verdade tão simples.
Balanço feito, o importante é, que quando te olho nos olhos, sei o que te deixa triste.
E é o que não me dizes, que mais eco faz na minha cabeça e no meu coração.

Não há mágoa pior, que a do arrependimento daquilo que não se fez.

Tenha eu coragem suficiente para nunca acumular esse tipo de arrependimento, e terei aprendido o mais importante.




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