3 de maio de 2015

Mãe todos os dias

Há uns anos atrás, quando eu tentava engravidar sem sucesso, tudo à minha volta me fazia crer que essa era a única maneira de ser mãe. Engravidando. As restantes opções seriam só pálidas tentativas.
E eu acreditei. E eu sofri. 
E considerava alternativas, mas sempre como uma segunda escolha distante, como se outra alternativa fosse uma imitação desesperada do original.

Insisti, experimentei quase tudo, e tive a sorte de ter conseguido engravidar. 
Não sei qual seria a minha visão do mundo se não o tivesse conseguido, mas hoje, quase 6 anos depois, talvez com a serenidade que a idade e a experiência me trouxe, sei que ser mãe é muito mais do que alguma vez pude imaginar.
Engravidar e parir é só uma ínfima parte do tanto que é ser mãe, é geralmente o inicio, mas não acaba ali. O mais importante vem depois, e é para sempre.

Sim, engravidar pode ser o principio de uma viagem mágica ao mundo da maternidade, mas não é a única maneira, nem a garantia de lá chegar. Porque ser mãe não é (só) parir, não é (só) amamentar, não é (só) ter filhos. 
Quando ouvimos incrédulos histórias que envolvem negligencia, abusos, maus tratos, abandono e outras situações que infelizmente existem, não queremos acreditar, mas confirma o que sabemos no nosso coração. Seja de filhos de sangue, ou de filhos de amor, ser mãe (ou pai) é o que se constrói todos os dias depois daquele primeiro olhar, daquele primeiro toque, daquele primeiro reconhecimento. É acolher, proteger, aceitar, cuidar, educar, acarinhar, ensinar, perdoar, e tanto ... e tanto.

Ser mãe é conjugar todos os verbos que combinam na perfeição com a palavra Amor.





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