17 de maio de 2015

O que realmente importa

Quando alguém mais próximo morre, pensamos na nossa própria mortalidade. 
É talvez um acto egocêntrico, mas acredito que faz parte da natureza humana. 
Perante este olhar de frente para o inevitável, cada um de nós encara o que daí resulta, à sua maneira. Por vezes, percebermos finalmente, que de tudo o que temos, os afectos e as nossas pessoas são o que realmente importa. Que tudo se resume ao que fica escrito no coração de cada um de nós. Que só o Ser é permanente, o Ter passa, muda, fica para trás.
É pelo que somos que seremos recordados. Esse é o único legado. 
Outras vezes, podemos ter aquela ânsia de analisar o nosso passado, procurando entender se a história que escrevemos é uma historia de que nos possamos orgulhar. Olhar para o nosso presente e perceber se estamos no sitio certo, com as pessoas certas. E depois disso, mediante o o resultado corrigir rotas (ou não), e imaginar futuros.

Ou então, nada disto.
Simplesmente ficar triste por quem partiu, por quem lhe sentirá a falta, ou por nós. E de seguida numa espécie de rebeldia para com o universo, levantar a cabeça, sacudir a poeira, e fazer a primeira "loucura" que nos vier à cabeça. 



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