30 de junho de 2015

Alcácer do Sal

Ainda o passeio fotográfico.
Manhã passada de barco no Sado, com inicio e fim numa das mais antigas cidades da Europa, Alcácer do Sal.
Pontes e mais pontes. Salinas, gaivotas, flamingos, e outros que não identifiquei.
O passado e o presente entrelaçados na tradição do sal e da vida, que começa e acaba no rio. 


29 de junho de 2015

Cais Palafítico da Carrasqueira

No Domingo foi assim.
Mais de 40º, o dia mais quente deste verão que ainda agora começou, e eu (e mais uns quantos "loucos"), num passeio fotográfico.
Um calor abrasador, a pior hora para fotografar, e a minha vontade a tender para zero. 
Nem maré alta, nem pôr do sol arrebatador, nem beleza fácil.
Paisagem quase triste, mas apesar disso ou por isso mesmo, com uma rudeza que me tocou.

27 de junho de 2015

Olhos no chão

Regressar à rotina é regressar a mim. Ao meu centro.
Voltar  ao mar calmo é ter tempo para contemplar o horizonte.
Regressar ao silencio, é ouvir de novo aquela voz interior que a agitação mascara.
Estar a sós comigo, força-me a olhar para dentro de mim, a retomar a consciência. A apreciar (ou não) a minha companhia. 
A ver-me tal como sou, em vez de ver o reflexo de mim nos outros. 

25 de junho de 2015

Família

Há tanto tempo que os não via assim, juntos, barulhentos, felizes.
E é tão bom o reencontro.
Casa cheia, vida cheia. Crianças e gargalhadas. Copos de vinho, conversas descontraídas à volta da mesa.
Comida boa. Uma conjugação imperfeita com um resultado mais que perfeito.
Irmãos, primos, família.
Uma casa também precisa disso, da barafunda, do riso das crianças misturado com o tilintar dos copos e dos talheres. 
Precisa tanto do calor humano como do sol. 

23 de junho de 2015

Amesterdão, ultimo dia

Chega o ultimo dia.
Acordo de manhã e tardo em abrir os olhos. Não me apetece levantar. Sinto uma certa nostalgia quando os sonhos sonhados, já mais não são que recordações.
Respiro fundo e consolo-me porque ainda faltam uma horas para o regresso. Sei que levo muito comigo. Cresci mais um pouco.
Custa-me sempre fazer a mala para regressar de qualquer destino ansiado. Olho para tudo o que espalhei em cima da cama, e parece que nem metade caberá na minúscula mala que trouxe comigo. Obviamente não resisti a algumas lembranças, e isso vai ocupar espaço. Faço diferentes combinações de arrumação, e desisto. Tenho mesmo que levar 3 casacos vestidos… 

22 de junho de 2015

Amesterdão, chuva e seca

Já sabíamos que o dia seria de chuva, mas mesmo assim saímos cedo, pois o bilhete de 24 horas de barco acabaria ao meio dia. Queríamos começar na outra ponta da cidade, na zona mais antiga perto da velha igreja (Oude Kerk), e decidimos ir de barco até lá. 
O primeiro ponto do dia seria uma igreja secreta que nos tinha sido recomendada por uma amiga. 
Houve na história da Holanda um período em que o catolicismo era mal visto. Por isso os católicos praticavam a sua religião em segredo. A igreja em causa é tão secreta, que ninguém em Amesterdão nos conseguia dizer onde ficava. Perdemos uma manhã inteira á sua procura. 

21 de junho de 2015

Amesterdão, cultura e comida

E ao terceiro dia descansámos... Mentira.
Tínhamos planeado descansar. Acordar mais tarde, tomar o pequeno almoço sem pressas e depois vaguear pelos canais de barco.
Dois únicos pontos obrigatórios para esse dia, a tarte de maça no bairro Jordaan, e um passeio no Vondelpark, pois estava um dia excepcionalmente quente.
Ver a cidade de barco pelos canais é quase obrigatório. É outra perspectiva. É a única maneira de contemplar em detalhe, as centenas de casas barco tão típicas e originais. é todo um modo de vida sem supérfluos. interessante, mas não é para mim, que não me vejo a viver dentro de água num espaço tão exíguo.  
Começámos tarde, a primeira paragem foi na zona de Jordaan. O calor do meio dia já se fazia sentir e por isso procurámos caminhar à sombra. Jordaan é uma zona residencial muito acolhedora e calma. De quando em vez aparecia uma loja de roupa vintage, um atelier com peças únicas de decoração, ou um escritório, tudo sempre decorado de forma original. Encontrámos um mercado de rua, onde os legumes e a fruta ainda cheiravam a horta. Comprámos morangos cujo cheiro não nos deixou passar indiferentes. 

19 de junho de 2015

Amesterdão, um dia no campo

Neste dia aprendi que os holandeses têm pelo menos uma coisa em comum com os ingleses, a pontualidade. Não esperam por ninguém. Tínhamos um passeio marcado e ... chegámos no ultimo segundo do ultimo minuto... quase o perdíamos.

A primeira paragem foi numa pitoresca aldeia de moinhos de vento, Zaanse Schans, um aglomerado onde ainda existiam alguns em funcionamento. São muito bonitos, fiquei encantada com a sua silhueta numa paisagem que tinha tanto de verde como de azul. Ali a vida parecia correr a um ritmo mais lento. Só a velocidade das bicicletas que passavam por nós quebravam o encantamento.

18 de junho de 2015

Amesterdão, dia 1

Não vou detalhar esta pequena viagem para não ser maçador.
No fundo, a poucos interessam os pormenores em detalhe. deixarei só algumas impressões e fotografias.

À chegada ao aeroporto de Schiphol, no meio de alguma euforia e confusão acabámos por nos desembaraçar rapidamente com a ajuda de um grupo de portugueses, com os quais começámos logo a trocar impressões mal ouvimos a língua.
E este é um fenómeno engraçado e digno de nota, que acontece fora de Portugal. Quando ouvimos a nossa língua, olhamos e sorrimos em sinal de reconhecimento, sem qualquer tipo de constrangimento. As pessoas aproximam-se mesmo que a única coisa em comum seja a nacionalidade. Cria-se uma espécie de solidariedade.

16 de junho de 2015

De regresso

Estou de regresso da minha aventura. Concretizei finalmente um dos meus destinos de sonho. E foi muito bom!
Quem por aqui tem passado, percebeu que se tratava da terra das tulipas, dos moinhos de vento e das socas de madeira, mais concretamente a bela cidade de Amesterdão.
Fui com uma amiga. Deixámos os pais com as crianças e partimos as duas à descoberta.

13 de junho de 2015

Histórias incriveis

Tenho uma amiga que seja por que motivo for, começa sempre por comunicar comigo por SMS.
E quando me envia um SMS a dizer: 
"há novidades, não sei se boas se más, que com a idade deixamos de as classificar...", o meu coração pula de alegria.
Conheço-a há tantos anos, que consigo adivinhar, só por esta mensagem que ela está feliz. E isso deixa-me feliz também. Acompanho-lhe, umas vezes de perto e outras de longe, aventuras e desventuras, porque o mundo dela é assim, cómico, dramático, absurdo, e inacreditavelmente verdadeiro.

9 de junho de 2015

Mais vale tarde...

Um dos meus sonhos de adolescente,  sempre foi o de viajar. Suspirava por fazer um interrail. Mochila ás costas, comboio, e lá ia eu por essa Europa fora... Mas, naquela altura, não tinha nem dinheiro nem autorização parental para o fazer. 
Só quando comecei a trabalhar, é que esse sonho começou a ganhar substancia e a passar para o reino dos planos. 
Acontece que a empresa onde comecei, como a maioria, pagava mal a quem acabava de sair da Faculdade, afinal pouco éramos mais que estagiários. 
O dinheiro mal dava para as despesas básicas e para pagar o apartamento que dividia com amigos. Adiei. 
Ao fim de dois anos mudei para um emprego mais bem pago, começou a sobrar ao fim do mês, voltei aos planos. 
Mas como dizem por aí, “nós fazemos planos e Deus ri-se deles”.

8 de junho de 2015

Lisboa à noite, festas populares, caminhada

Este é o (pobre) registo fotográfico que não faz jus à festa que é Lisboa por estes dias. Nesta caminhada que começou e acabou na Avenida da Liberdade, passámos pelo Príncipe Real, Bairro Alto, Cais do Sodré, Santa Apolónia, Alfama, Graça, Mouraria, Rossio. Foram 14 quilómetros, feitos sem pressa. Quase em modo de passeio turístico.
Conversei muito mas fotografei muito pouco. Sem tripé, quase nem vale a pena.
Todos os bairros típicos, se encontram vestidos a rigor para a festa maior. 

7 de junho de 2015

Feira do livro

Adoro ir à feira do livro. Não passa ano nenhum que não vá pelo menos uma vez.
É já para mim um ritual, que não deixa de lado um gelado ou uma fartura consoante o dia.
Ontem fui com uma amiga que gosta tanto ou mais de livros que eu. Mas o dia e a hora escolhida não podia ter sido pior (se calhar até podia, mas não sei...). Das 15h ás 18h de um sábado, com uma manifestação na rotunda do Marquês, uma fila de autocarros estacionada no túnel, um sol abrasador onde nem uma aragem corria, e lugares para estacionar a tender para o zero.

5 de junho de 2015

Desempoeirar

Quando a cabeça anda cheia e o coração inquieto, arrumo.
Arrumo gavetas. Reviro-lhe as entranhas. Viro papeis como se fossem frangos, fazendo-lhe em diagonal, uma leitura frenética para avaliar a sua real utilidade. Raramente a têm, acumulo demasiados.
Arrumo a secretária. Na esperança que um tampo limpo e desimpedido, me dê um horizonte mais claro.
Arrumo o roupeiro. Organizo cabides, roupa por cores, ou função. Rejeito finalmente roupa que não uso, mas que um dia “poderia voltar a usar”.
Desempoeiro recantos, ganho espaço, arejo a casa, porque nesses dias, tudo o que não tem uma função definida me irrita.
Atrás de mim ficam caixotes e sacos com tralha acumulada e sem préstimo…

4 de junho de 2015

Desalento

Ás vezes adormeço e acordo num desalento que não explico.
Com vontade de baixar os braços, e desistir de remar contra a maré. 
Vontade de pôr de lado esta inquietação, e aceitar que as coisas são mesmo assim. Porque afinal quero demasiado. Sonho demasiado. Pressinto um caminho que mais ninguém vê, que porventura, não é o meu.
Se calhar não tenho a força necessária, ou a argamassa. Se calhar ando enganada por um alter-ego que cresce com pés de barro. Iludida num balão de optimismo Insuflado de vento. Se calhar, afinal não consigo tudo.
Se calhar vivo numa ilusão criada por mim. Por esta insatisfação, por este acreditar que não pode ser só isto. 
Que não sou só isto.

1 de junho de 2015

Ser criança

Gosto tanto de o ver assim. Rodeado pelos amigos, feliz. A ser criança.

Sei que esta foto não é nada de jeito, mas adoro-a.