21 de junho de 2015

Amesterdão, cultura e comida

E ao terceiro dia descansámos... Mentira.
Tínhamos planeado descansar. Acordar mais tarde, tomar o pequeno almoço sem pressas e depois vaguear pelos canais de barco.
Dois únicos pontos obrigatórios para esse dia, a tarte de maça no bairro Jordaan, e um passeio no Vondelpark, pois estava um dia excepcionalmente quente.
Ver a cidade de barco pelos canais é quase obrigatório. É outra perspectiva. É a única maneira de contemplar em detalhe, as centenas de casas barco tão típicas e originais. é todo um modo de vida sem supérfluos. interessante, mas não é para mim, que não me vejo a viver dentro de água num espaço tão exíguo.  
Começámos tarde, a primeira paragem foi na zona de Jordaan. O calor do meio dia já se fazia sentir e por isso procurámos caminhar à sombra. Jordaan é uma zona residencial muito acolhedora e calma. De quando em vez aparecia uma loja de roupa vintage, um atelier com peças únicas de decoração, ou um escritório, tudo sempre decorado de forma original. Encontrámos um mercado de rua, onde os legumes e a fruta ainda cheiravam a horta. Comprámos morangos cujo cheiro não nos deixou passar indiferentes. 
Quando a fome e o cansaço começaram a surgir, rumámos para a Winkel 43 para comer a melhor tarte de maçã que alguma vez provei! E não estou a exagerar, é divinal. Nacos de maçã bem cozida com canela, dentro e uma massa crocante com um leve sabor a caramelo. Valeu as voltinhas que demos para encontrar a dita rua.  
Lavámos os morangos no wc e continuámos o nosso périplo de barco. Mais paragens, mais descobertas, morangos comidos no jardim à beira de um canal qualquer. 
O calor era já mais que muito pelo que decidimos rumar ao Vondelpark. Nós e milhares de pessoas, que um dia de sol na Holanda não é para desperdiçar. O parque estava cheio. 
Grupos de adolescentes, de mães com os filhos, de famílias inteiras. Todos esticados na relva, ou a chapinhar numa fonte qualquer, como se fosse o dia nacional do pic-nic. Nós passeámos sem rumo observando toda aquela animação. O parque é enorme. Andámos durante horas e penso que não vimos tudo.    
Jantámos por lá num cantinho vegetariano, muito zen e com uma ementa deliciosa.
Depois do jantar fomos espreitar, o que nos parecia um espectáculo num palco ao ar livre, e tivemos o melhor momento do dia. Tratava-se de de um espectáculo de dança contemporânea, e foi maravilhoso. Os bailarinos, a musica, a coreografia, o ambiente. Tê-los ali à nossa frente, tão próximos que quase lhe podíamos tocar. Surreal. Não os conhecia, mas pagaria para os ver de novo. O grupo, soube-o depois, chama-se LeineRoeban, e apesar de nada perceber do assunto, parece-me que são mesmo muito bons...
Por fim, voltámos para o hotel de barriguinha e alma cheia.
Eu, mais uma vez comprovei, que são as surpresas boas desta vida, que enriquecem a nossa existência. 

































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