18 de junho de 2015

Amesterdão, dia 1

Não vou detalhar esta pequena viagem para não ser maçador.
No fundo, a poucos interessam os pormenores em detalhe. deixarei só algumas impressões e fotografias.

À chegada ao aeroporto de Schiphol, no meio de alguma euforia e confusão acabámos por nos desembaraçar rapidamente com a ajuda de um grupo de portugueses, com os quais começámos logo a trocar impressões mal ouvimos a língua.
E este é um fenómeno engraçado e digno de nota, que acontece fora de Portugal. Quando ouvimos a nossa língua, olhamos e sorrimos em sinal de reconhecimento, sem qualquer tipo de constrangimento. As pessoas aproximam-se mesmo que a única coisa em comum seja a nacionalidade. Cria-se uma espécie de solidariedade.

Entrar em Amesterdão de comboio causa um certo impacto, pois é muito bonita.
Não me canso de dizer, que a nossa estação do Rossio é provavelmente uma das mais bonitas do mundo, porque de facto é linda, mas a de Amesterdão não lhe fica muito atrás. Quando saímos para a rua e olhamos para a sua fachada ficamos verdadeiramente impressionados, é uma excelente maneira de entrar na cidade.

Questões práticas resolvidas depois de chegar ao hotel, saímos para aproveitar a tarde. Deambulámos pela cidade, à deriva, entre canais e pontes, sem hora e sem destino. Não consigo precisar, por onde andámos. Não sei. Lembro-me que passámos pela casa da Anne Frank, e que tinha uma fila interminável à porta. 
Entrámos num loja de queijo, onde provámos tantos queijos deliciosos que o difícil era escolher. Comprámos bolbos de tulipa numa loja especializada que se chamava "museu", tão gira e com pessoal tão simpático  que foi complicado resistir a trazer muitos mais bolbos.
Por fim decidimos que era hora de planear os dias seguintes. Escolhemos um ponto turístico especializado em excursões e, depois de muitas perguntas comprámos duas. A primeira para o dia seguinte, na qual conheceríamos o campo.  
A segunda, para outro dia qualquer, que nos permitiria passear de barco nos canais a qualquer hora, durante 24h, entrando e saindo nas diferentes paragens, e conhecer várias zonas da cidade em pormenor.

Nesta primeira tarde percebemos o quanto é perigoso ser um turista distraído nesta cidade. As bicicletas circulam por todo o lado. Vêm de todas as direcções em grande velocidade e não param por nada. Por isso, rapidamente concluímos que:
Qualquer mudança de direcção obriga a olhar atentamente para todos os lados várias vezes. 
Não se pode andar a vaguear distraidamente.
Nem os passeios são seguros.

A ânsia de ver era tanta, que nos afastámos demasiado. Acabámos por chegar ao hotel tardíssimo e estafadas. 
Urgia descansar, pois no dia seguinte era para levantar muito cedo.


















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