23 de junho de 2015

Amesterdão, ultimo dia

Chega o ultimo dia.
Acordo de manhã e tardo em abrir os olhos. Não me apetece levantar. Sinto uma certa nostalgia quando os sonhos sonhados, já mais não são que recordações.
Respiro fundo e consolo-me porque ainda faltam uma horas para o regresso. Sei que levo muito comigo. Cresci mais um pouco.
Custa-me sempre fazer a mala para regressar de qualquer destino ansiado. Olho para tudo o que espalhei em cima da cama, e parece que nem metade caberá na minúscula mala que trouxe comigo. Obviamente não resisti a algumas lembranças, e isso vai ocupar espaço. Faço diferentes combinações de arrumação, e desisto. Tenho mesmo que levar 3 casacos vestidos… 
Seja. Ainda bem que faz frio.
Formalidades concluídas, deixamos a bagagem no hotel e ainda há tempo para mais uma visita. O Rijksmuseum.
Nunca foi o nosso objectivo passar os dias em museus. Mas por outro lado não podíamos voltar sem visitar pelo menos um deles. A escolha foi óbvia. Pela diversidade, pela beleza e por ser perto do hotel. Perfeito para o ultimo dia.
Não sabia bem o que esperar, mas acredito que foi a melhor escolha. Este museu para além de conter obras emblemáticas dos principais pintores holandeses, tem ainda um espólio de cerâmica, escultura, e artefactos, representativo da época dourada da Holanda, que vale a pena ver.
A sala Rembrandt estava cheia. Ele foi de facto um artista extraordinário. Mas para surpresa minha encontrei pinturas de outros artistas que mal conhecia, e que mexeram muito comigo (Paul Gabriel, Jacob Van Ruisdael, Johannes Vermeer, Jan Steen, ...).
No ultimo piso, visitado quase em passo de corrida, tivemos ainda um vislumbre do que de melhor se cria ao nível da arte contemporânea. Foram 3 horas que voaram. 
Não resisti a fotografar algumas das obras que mais gostei, tal era a vontade de as levar comigo. Algumas pediam mais tempo, pela sua complexidade e beleza. Mas não era possível dedicar-lho.
Findo o tempo, corremos de volta para o hotel. Chegara a hora de regressar. 
Fizemos o percurso para o aeroporto quase em silencio. Cada qual entregue aos seus pensamentos.
Na minha cabeça revi toda uma experiência inesquecível. 
Sentia-me um pouco como a mala de manhã. Cheia. Procurava metodicamente, os sítios certos para arrumar tanta coisa boa.
Ainda bem que não temos que declarar o excesso de emoções. Porque se assim fosse, teria voltado no porão.


















Muito mais havia que contar, mas espero que isto seja o suficiente para vos mostrar o quanto gostei, sem ser maçador.

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