19 de junho de 2015

Amesterdão, um dia no campo

Neste dia aprendi que os holandeses têm pelo menos uma coisa em comum com os ingleses, a pontualidade. Não esperam por ninguém. Tínhamos um passeio marcado e ... chegámos no ultimo segundo do ultimo minuto... quase o perdíamos.

A primeira paragem foi numa pitoresca aldeia de moinhos de vento, Zaanse Schans, um aglomerado onde ainda existiam alguns em funcionamento. São muito bonitos, fiquei encantada com a sua silhueta numa paisagem que tinha tanto de verde como de azul. Ali a vida parecia correr a um ritmo mais lento. Só a velocidade das bicicletas que passavam por nós quebravam o encantamento.
Depois dos moinhos, mais um emblema nacional, as socas, de todas as cores, e para todos os gostos (menos para o meu, que nem que mas dessem as trazia...).
Gostei foi da pequena vila de pescadores, com umas casinhas verdes deliciosas que me encantaram. Por ultimo, apanhámos um barco para Volendam, rumo à fabrica de queijo. Mais provas de queijo, qual deles o melhor. Almoçámos e vagueámos, observando as janelas que são o orgulho das holandesas, cada uma mais original que a outra. Parece que elas competem entre si, criando autenticas vitrines.
Provei “Poffertjes”, as mini panquecas, e outras coisinhas deliciosas teríamos comido, não estivéssemos já cheias do almoço, e de tantas provas de queijo…
No regresso, fui observando da janela do autocarro, as belíssimas casas tradicionais com os telhados quase em pirâmide, sempre rodeadas de hortas, estufas e jardins. Os campos verdes a perder de vista, entre os canais, estavam pontuados por vacas felizes e ovelhas que pareciam porcos, de tão gordas.

Chegadas a Amesterdão, optámos por voltar a pé para casa. O que significa atravessar toda a cidade, da estação central, até perto do VondelparkZanzámos pela cidade, visitámos o Palácio real (Koninklijk) na praça Dam, e comemos, sentadas num escada qualquer, as melhores batatas fritas da cidade, segundo consenso geral.
Chegámos ao hotel estafadas, mas ainda assim decidimos que seria a melhor noite para conhecer o Red Light District, porque no fim de semana estaria muito mais caótico. Aqui, confesso que tomámos duas más decisões. 
A primeira foi sair tão tarde, e já muito cansadas, a segunda foi ter escolhido um percurso novo.
Acabámos por nos perder várias vezes, e quando lá chegámos finalmente, já só pensávamos no regresso, tal a estafa.
O passeio foi …educativo. Elas são muito giras, eles (em bandos) são muito parvos, e o bairro é dos mais seguros da cidade.
Quando finalmente caí na cama, apaguei.


















2 comentários:

Cláudia M disse...

Estou a adorar conhecer a Holanda pelas tuas palavras e imagens, não fazia ideia que era tão bonito este país ;)

Achei tão curioso, as pessoas fazerem tudo nas suas bicicletas e andarem rapidíssimo nelas.

Também me revejo nas tuas palavras, até porque aqui acontece o mesmo, quando encontramos portugueses é sempre uma alegria realmente, é mesmo como referes, um reconhecimento que ali está alguém que é português como nós, quase como se fosse um familiar, é tão curioso isto. Mas acontece mesmo.

Mais uma língua de trapos eheheh, e eu a pensar que era só o alemão. :p

Adorei os post's N ;-)

Ah ! Também detesto Socas lool

Beijinho e continuação de um bom fim de semana.

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Penso que muito mais há para ver, mas do que vi gostei muito. E não nos enganemos, a beleza tem muito a ver com o espírito empreendedor dos holandeses. Que não é só simpatia e mentalidade aberta, são pessoas muito trabalhadoras. Que nada aparece por magia, a começar pelo próprio país que foi em grande parte "roubado" ao mar.

bjs