16 de junho de 2015

De regresso

Estou de regresso da minha aventura. Concretizei finalmente um dos meus destinos de sonho. E foi muito bom!
Quem por aqui tem passado, percebeu que se tratava da terra das tulipas, dos moinhos de vento e das socas de madeira, mais concretamente a bela cidade de Amesterdão.
Fui com uma amiga. Deixámos os pais com as crianças e partimos as duas à descoberta.

Gostei de tanto… 
Ainda consigo, se fechar os olhos, ver-me lá. Visualizar ruas, casas, canais. Imagens que me ficaram gravadas.
Mas se me perguntarem o que mais gostei em Amesterdão, a resposta é sem dúvida: os holandeses.
Nunca vi tanto homem (e mulher) giro por metro quadrado.
Era capaz de ficar horas a vê-los passar numa qualquer esplanada, das muitas que existem à beira do passeio, pedalando graciosamente nas suas bicicletas. Independentemente da idade dominam a arte de pedalar como ninguém. 
Naquelas bicicletas vi saltos agulha, saias curtas, vestidos compridos, roupa de gala, fatos de executivo, tudo. Sempre a pedalar sem hesitações, e sem perder a elegância.
Eles comiam, atendiam o telemóvel, carregavam as compras, transportavam crianças (ás vezes três de uma assentada), amigos ou amigas, animais... E os objectos mais inusitados, desde árvores para plantar, a violoncelos… Bem tudo. Aquilo que nós fazemos de carro, eles fazem de bicicleta, sem qualquer embaraço.
Mantinham sempre um controlo e uma compostura que me deixou perplexa, principalmente porque a velocidade era alta. 
Não será por acaso, que lhe chamam bicicletas assassinas!... 
Perdoem-me o provincianismo, mas nunca tinha visto pessoas mais descontraídas e originais. E a simpatia? Extremamente simpáticos, e prestáveis. Nos quinhentos holandeses que abordámos com perguntas sobre tudo e um par de botas, só um não parou e fez uma cara carrancuda. O que me levou a concluir que, ou encontrámos o único antipático da cidade ou então não era de lá.

A cidade é lindíssima. Os canais, os edifícios, os museus, as "tasquinhas", ...
Foi tão bom, que dei por mim, muitas vezes a pensar que gostava de ser mais como eles. Que era uma cidade onde não me importaria nada de morar se a oportunidade surgisse. Fora a meteorologia (ninguém tem um sol como o nosso!), a única coisa negativa que me ocorre é a língua. Aquilo é mesmo uma língua de trapo!! Não há quem consiga pronunciar correctamente nada!!! 
Ainda estou a processar toda esta experiência, pelo que tentarei resumi-la depois aos poucos.
Por agora ficam imagens da chegada.







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