7 de junho de 2015

Feira do livro

Adoro ir à feira do livro. Não passa ano nenhum que não vá pelo menos uma vez.
É já para mim um ritual, que não deixa de lado um gelado ou uma fartura consoante o dia.
Ontem fui com uma amiga que gosta tanto ou mais de livros que eu. Mas o dia e a hora escolhida não podia ter sido pior (se calhar até podia, mas não sei...). Das 15h ás 18h de um sábado, com uma manifestação na rotunda do Marquês, uma fila de autocarros estacionada no túnel, um sol abrasador onde nem uma aragem corria, e lugares para estacionar a tender para o zero.

Claro que gostei. 
O ambiente de festa que se encontra é sempre espectacular. Os livros, as promoções, os autores, a mística que os envolve. 
O nervoso miudinho de estar perto deles...
Mas este ano, não consegui desfrutar verdadeiramente de tudo isto. O calor que se fazia sentir era abrasador. Resultado: em vez de parar nas bancas que realmente nos interessavam, ia-mos parando nas que estavam à sombra. Não conseguimos manter verdadeiramente o foco nos livros que procurávamos, e fomos deambulando nesta lógica insana de manter a cabeça à sombra.
Pela primeira vez em mais de 20 anos, vim da feira sem livros. 
É certo que nos últimos anos, tenho comprado menos. Sou muito mais selectiva, que o bolso encolheu e o tempo disponível também. Mas vir sem livros é inédito. Quase escandaloso.
Mas não me arrependo de ter ido. Foi muito bom. Pusemos a conversa em dia, sem distracções, arejei a cabeça. 
Ao não aproveitamos tanto a feira, aproveitámos a companhia uma da outra. 
E que falta me fazia estar assim, a conversar, de peito aberto. só nós.


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