30 de julho de 2015

Tempo para reflectir

Julho está quase no fim, e se havia um mês para o qual tinha criado grandes expectativas era Julho.  
No inicio do mês tomei decisões importantes para mim. Ia ser um mês de crescimento pessoal, quebra de rotinas e padrões. Ia ser um mês para me dedicar a temas que me são caros, libertar-me de ideias pré concebidas, trabalhar na direcção que me parece a certa.
Não foi. Imprevistos, uns bons, outros menos bons, minaram completamente as intenções, que não passaram disso mesmo.
E com isto tudo, vou tomando caminhos alternativos que me desviam da estrada que é a minha.
Vou justificando algumas atitudes com razões que me parecem válidas, mas o certo. é que não tenho assim tanta certeza.
É difícil aceitar que estou errada. 
Cansada de mais do mesmo, olho para trás e só me vem à cabeça uma frase.
Se fazes sempre igual, não esperes um resultado diferente
Quebrar ciclos para além de implicar força, coragem e resiliência, implica por vezes, ir contra o que está estabelecido, receber criticas duras, e duvidar.
E é essa dúvida, que me mina mais que tudo o resto, que me fragiliza e me balança.
Não se pode agradar a todos, sei-o bem. Mas ninguém gosta de ser mal entendido. E quando queremos mudar o que ”está bem”, poucos entendem. Porque o pior e o melhor, não são (de todo) conceitos universais.
E a vida não corre, voa. Não se compadece de hesitações ou desvios.
Uma pequena pausa, tanto pode ser uma oportunidade para ganhar forças, como o suficiente para perder o comboio para o destino que julgamos ser o certo. E saber isso angustia-me.

Preto e Branco

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