23 de julho de 2015

Vá, já só falta uma semana...

Estava cheia de preguiça. A hora de sair estava a chegar e comecei a pensar em desculpas para me baldar.
As férias não tardam, e há coisas que já não me apetece fazer. Olhei lá para fora e pensei, "e se fosse até à praia?"
Às vezes tenho estes devaneios, sair do trabalho, fingir que estou de férias e ir sozinha até ao paredão à beira da praia, respirar o mar e sentir o sol do final do dia na pele.
Afastei a ideia. É bom quebrar a rotina, mas hoje era só uma desculpa para fazer gazeta.
Sabia perfeitamente que o melhor era agarrar na mochila, e ir. Que só custa até ao momento em que oiço a música.
E fui. Foi o melhor que fiz. Aquela aula de Zumba só traz coisas boas. Mesmo com dois pés esquerdos, pulo, salto, abano, faço todas as figuras parvas (ou supostamente sexy), que o professor incentiva, e rio. Rio muito. Rio tanto que no fim daquela aula são os músculos da cara que me doem.

É quando venho a subir as escadas, depois do duche, já a pisar nuvens, que realizo a dimensão dessa descoberta. Claramente preciso de rir mais vezes. Desenferrujar estes músculos, colocar as rugas nos sítios certos. 
E volto a pensar nas férias. 
Venham os dias sem tempo contado, com pequenos almoços/almoços, lanches reforçados e jantares tardios. Venham as conversas longas à beira da piscina, ou numa esplanada qualquer com amigos de sempre e amigas para sempre.  
Venham as histórias parvas, que só têm graça contadas pelo meu amigo de infância R. O único que me põe a rir até ás lágrimas, com a sua visão caricata deste mundo em que vivemos.
Venha daí o desafio a que nos propusemos para estas curtas férias, eu e a minha amiga M. Encontrar um amigo de liceu. Um dos poucos que a conseguia tirar do sério naquela altura, e de quem quase todos os anos falamos com saudade. Imagina-mo-lo igual, mais velho, claro, mas igual. Provavelmente casado com uma miúda calma, com cinco filhos e dois cães. Sim, ele teria cães. Imaginamos a cara dele quando nos voltar a ver juntas. Tem que ser juntas. Uma só não teria um décimo da graça. A gritaria de perguntas e respostas, com os três a tentar falar ao mesmo tempo, e os olhares dele em volta, embaraçado com receio de parecer mal... 
Volto atrás no tempo, e sorrio com estes pensamentos.
Falta pouco...




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