2 de setembro de 2015

O momento é agora

Para mim, após quase vinte anos de vida de estudante, Setembro, é sinónimo de início, no meu calendário interno. 
Numa impressão tantas vezes repetida, este é-me um calendário muito mais orgânico que o Gregoriano.
As tão esperadas férias, acabaram, ficando (como sempre), aquela sensação de anti-clímax. 
Nesta altura, o meu lado mais emocional e inquieto, insinua-se com pensamentos de desapontamento. 
"Devia ter feito mais, aproveitado mais, passeado mais..." 
O outro, o racional, afirma que as férias são para descansar, dormir e recuperar energia. Feito!
O saldo é positivo. Sol, calor, praia, família, amigos, comida boa, paisagens de lavar a alma.  
Para o ano há mais. Até lá, aproveitemos o sol que resta, nos dias que ficam mais curtos, em todos os momentos possíveis. 

Estes dias foram de organização. Por dentro e por fora, muita coisa foi sacudida, desempoeirada, vista e revista, arrumada nos seus devido lugares. fiz um expurgo de tralha e de ideias. Este mês, que também é de balanços, nada como inicia-lo com as ideias claras, mente serena e casa arrumada. Está quase... 
Por falar em ideias claras, pela primeira vez, olho para os quatro meses que faltam para o final do ano, e não me iludo. Vão passar num piscar de olhos. Aprendi (da pior forma) que entre Setembro e o Natal, o tempo simplesmente voa... 
São tantas as coisas que ficam em suspenso até Setembro, que quando chega, não nos chegam os dias para tudo o que tem que ser feito. E é agora, no inicio, quando o Natal ainda parece longe, que as decisões devem ser tomadas e as prioridades definidas. E tão importante como decidir e definir, é calendarizar, senão, nada acontece. O tempo (que é de certeza gasoso), evapora-se sempre. Cabe-nos a nós decidir o que queremos materializar nesse tempo, e dar inicio à alquimia da vida. 
Eu, procrastinadora nata, sei do que falo. Por isso agora é o momento.
   

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