31 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#31]

Acabo aqui esta sequência de 31 fotografias que retirei do baú de 2016. Foi uma forma de recordar o que andei a fazer durante o ano e ao mesmo tempo partilhar algumas das minhas favoritas. Espero que tenham gostado. 
Obrigada a quem me tem acompanhado, mesmos nas minhas intermitências. Escrever tem mais sentido quando alguém lê.

Aproveito para desejar a todos um excelente ano de 2017, repleto de saúde, paz e amor. 


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28 de dezembro de 2016

27 de dezembro de 2016

26 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#26]


Museu da electricidade, (já o disse tantas vezes),  um dos sítios favoritos do meu filho para um passeio.

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24 de dezembro de 2016

23 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#23]

Uma tarde que voou. Um céu de Outono. Um final de de dia que prolongou para lá do planeado, e foi muito bom... 

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22 de dezembro de 2016

20 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#20]

Já disse inúmeras vezes que adoro as cores do nascer-do-sol, os tons pastel, e a doçura suave com que cobre a natureza. Mas se queremos sentir emoções fortes, como a alegria, a paixão, e outros sentimentos avassaladores, é no dramatismo do Por-do-sol que os encontramos.   

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19 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#19]

No horário de verão ao fim de semana, o Parque dos Poetas ganha (ainda) mais Poesia. Esta fotografia foi tirada quase na hora do fecho. Vai-se o sol, e no sossego do lusco-fusco, sente-se o momento de voltar para casa. Levamos um sorriso nos lábios, e o coração cheio.

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18 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#18]

Confesso que não entendi o que se estava ali a passar com aquele eléctrico. Não resisti a captar o momento.

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17 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#17]

O Sol nasce, e quando penso que (o meu) mundo ainda dorme, verifico que quem anda a dormir (demais) sou eu...

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16 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#16]

Atrevo-me a dizer que este dia de praia foi perfeito. 
O sol, a agua, a companhia, os petiscos, as fotografias (tantas!) que ficaram para o recordar...  

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15 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#15]

O nascer do sol. Céu de algodão doce, tons de pastel. A minha hora favorita no que toca à luz. 
Custa-me horrores levantar cedo, e talvez por isso valorize tanto, quando o faço (só) para fotografar. 

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14 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#14]

Uma fotografia que poderá não parecer nada de especial a muitos, mas que gosto muito. Um pouco mais gráfica, mas adoro a sombra translúcida do candeeiro, juntamente com uma simetria um pouco assimétrica. Imperfeita, mas a meu ver, bela. 

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13 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#13]

Felicidade debaixo de um céu cor de fogo. Felicidade num local especial, e num momento triste. De cura. 
Ele é a minha maior razão para (querer e) ser feliz. Faz mais feliz quem o é.

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12 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#12]

A árvore nua, que se agiganta no céu, parece tentar sobrepor-se à criação humana (ou protegê-la). 
Como quase tudo na vida, é uma questão de percepção da realidade. E fotografia também é isto. 

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11 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#11]

Este é um dos locais onde o meu filho (e eu) nunca se cansa de ir, a Fábrica da Pólvora. Um espaço verdadeiramente aprazível, com parque infantil, esplanadas, caminhos para passear, e relvados para estender a mantinha e simplesmente ficar à sombra ou ao sol a apreciar o sossego. Nunca me canso de fotografar por lá.

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10 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#10]

O elevador ao qual o meu filhote não resistiu, num noite quente. Eu, fiz o percurso a pé para o poder fotografar. 

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9 de dezembro de 2016

8 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#8]

Nunca me canso deste castelo. Daqui guardo recordações preciosas. 
Beijos doces com sabor a cerejas do meu primeiro (grande) amor, que antecederam baladas, numa espécie de serenata. Recordo a viola cor de mel, onde aprendi os primeiros acordes, o cheiro das amendoeiras em flor da encosta, o calor do sol na pele, e a certeza que ficaríamos juntos para sempre. O amor é assim, crédulo, certo, confiante. Como deve ser.     

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7 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#7]

Uma amiga de sempre, e para sempre. 
Chovia naquele dia, eu insisti em sair para fotografar. Avessa ao frio e à chuva, sei que não lhe apetecia calcorrear a calçada escorregadia em direcção ao castelo (de Bragança), mas mesmo assim fez-me a vontade, e fomos. 
O vento castigava o chapéu de chuva, que ela tentava segurar sem que se partisse. Na sua fragilidade vergava, virava, mas não partiu. Quis captar este momento e guardá-lo para sempre.
E é isso uma das coisas mais preciosas deste acto de fotografar a vida. Congela momentos que nunca mais acontecem de igual forma, e sempre que os revemos, recordamos tudo de bom que fica indelevelmente agarrado a eles. 
Finalizámos a tarde, a beber chá para aquecer, e a comer umas empadas maravilhosas de perdiz, num cantinho fantástico (Tasca do Zé Tuga) á beira do Castelo. 

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6 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#6]

Quem me conhece, já percebeu que tenho uma atracção especial por pontes, linhas de comboio, caminhos e trilhos marcados. São imagens que me levam no tempo e no espaço. São imagens onde me perco no sonho de ir, descobrir, sentir. 

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5 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#5]

Termino esta sequência de fotografias por agora, com mais uma que tem tanto de simples como de belo (na minha opinião). Neste dia a luz foi generosa connosco. 

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3 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#3]

Esta fotografia, podia chamar-se o fotógrafo solitário, mas do lado de cá, éramos mais uns quantos...

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2 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#2]

Por vezes a beleza está na simplicidade. Tenho vindo perceber que isto se aplica a mais coisas do que pensava.

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1 de dezembro de 2016

31 dias 31 fotos [#1]

Esta fotografia faz parte de uma série que me deu muito prazer, e que fiz na companhia da Juvenália, uma talentosa fotógrafa e também uma amiga. Com ela aprendo sempre algo, pois é dotada de uma generosidade fora de série, e de uma paixão imensa pela fotografia (obrigada Ju.). 


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Dezembro

Dezembro chegou, e com ele chega também esta ansiedade natural em mim, nesta altura do ano. 
O Natal está à porta, mais um ano está prestes a terminar, e tanto ficou por concretizar. 
O calendário avança, as estações sucedem-se como tem que ser, mas cada vez mais o (meu) tempo parece voar. 
Dezembro é o sinónimo de recolhimento, de mantas quentinhas, chá com bolo, tempo para pôr os filmes e os livros em dia. Dezembro é preparar e viver o Natal com tudo o que isso significa. Mas não só...

Para mim, o ultimo mês do ano é também mês de balanço e planeamento. Mês de ajustar as velas, definir caminho, verificar se a (minha) bússola ainda não perdeu o Norte. 
E é neste ponto que me encontro, para verificar mais uma vez, que o (meu) barco, passa demasiado tempo à deriva. 
Numa viagem (ou na vida), seja qual for, é normal acontecerem imprevistos. Faz parte. Nunca a rota traçada é cumprida à risca, e ainda bem. É bom haver margem para desvios, surpresas, e mudança de planos só porque se mudou de ideias. É por vezes nesta folga que se descobrem caminhos novos, e se cresce. 
Posto isto, é importante perceber que, se temos destinos (ou objectivos) importantes, e um tempo limitado para lá chegar, convém arranjar um mapa, traçar um plano, e verificar periodicamente o ponto onde estamos relativamente ao ponto onde queremos estar, de forma a conseguir fazer os ajustes necessários enquanto é tempo. 

21 de novembro de 2016

No coração de Lisboa...


...há um jardim que não visitava há mais de 10 anos. Vale a pena conhecer ou rever, está de cara e alma renovada. Por incrível que pareça passa despercebido entre duas vias muito movimentadas. Alguém o reconhece?



13 de novembro de 2016

MAAT (Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia)

A minha curiosidade era mais que muita, para ver de perto a nova silhueta na margem do Tejo, que nasceu ao lado do museu da electricidade. Era Domingo de sol, pelo que a juntar à minha curiosidade estava também, a de mais umas centenas de pessoas, que se deleitaram com a vista de um belíssimo por-do-sol à beira rio. 
Só um senão, a exposição didáctica para crianças no museu de electricidade que era sempre grátis, deixou de o ser. Tenho pena, pois o meu filho adora aquela exposição, e apesar de já lá ter ido mais de uma dezena de vezes, continua a pedir para lá voltar. Fomos com ele, mesmo passando das 19 horas (quase na hora de fecho), porque uma vez lá não o quisemos ver a chorar. Mas não me pareceu justo.

10 de novembro de 2016

Mundo

Não sou uma pessoa de política. Não é que não me interesse, vou acompanhando, mantenho uma mente aberta, mas na verdade fartei-me de ser decepcionada. Ainda assim, depois de decidir não escrever sobre o resultado das eleições que todos comentam, volto atrás na decisão. 
Começo por dizer que não estou assim tão surpreendida. Tinha esperança de estar enganada, mas nas ultimas semanas sentia que já estava a ver aquele filme pela segunda vez. Há 16 anos atrás, também parecia impossível o Al Gore, perder perante a notória falta de bom senso do outro candidato. 
As pessoas que votam hoje, são quase as mesmas que votaram há uns anos atrás. E vendo bem, a campanha psicológica do medo, intensificou-se. A par disso, a guerra, a miséria, a escassez e a crise económica, cresceram também. Com informação e desinformação, o medo infiltrou-se insidiosamente, ao ponto de condicionar o nosso dia-a-dia, e atentar contra a liberdade geral. Convenceu mais pessoas, açambarcou mais almas. E, todos os restantes motivos para originar decisões destas, a intolerância, o egoísmo, a homofobia, e por aí fora, são consequências directas desse mesmo monstro (o medo) que cresceu de forma descomunal.

5 de novembro de 2016

Bolo de amoras...

ou de framboesa, ou outra fruta qualquer...



Ingredientes ( o que eu fiz)

125 g de manteiga (100 g de manteiga)
125 g de açúcar (100 g de açúcar)
3 ovos
3 c.(sp) de leite (1 iogurte)
150 g de farinha de trigo 
80 g de abóbora cristalizada (100 g de batata doce assada)
Açúcar em pó para polvilhar

Preparação:

4 de novembro de 2016

Outono e bolos

Por mais que goste do sol,  de andar de pés ao léu, e roupa leve, quando, em modo veranil, me cruzo com o cheiro das castanhas assadas, sinto que algo não esta no lugar certo.  
E Novembro acentuou tudo isso, o sol, a indecisão do trajar, as castanhas, e a estranheza da mudança subtil.
A chuva, mesmo que seja uma pequena amostra do que está para vir, não me desanima, também o recolhimento é necessário. Pôr os filmes em dia, os jantares com amigos, e regressar ás receitas apuradas ricas em sabor, e tão reconfortantes.
Num dia pardo e fresco, de verdadeiro Outono, pouco mais é preciso, para que o calor feliz do aconchego se instale. Uma musica ao nosso gosto, chá quente e aromático, e claro, o cheiro que se espalha pela casa toda, de um bolo no forno feito em conjunto com minha criatura pequena.

3 de novembro de 2016

Diálogos


Pai: Filho, está na hora de fazer a ficha de leitura, a professora disse que era para ler todos os dias.
Ele (chateado porque estava a ver pokémons): Já fiz a leitura com a mãe hoje de manhã.
Eu (confusa): Fizeste? Realmente pensei nisso, mas não me lembro se chegámos a fazer.
Ele (convicto): Fiz hoje de manhã, tu esqueceste-te mãe. Tu és assim na tua cabeça, uma esquecedora. Mas eu já fiz…
Pai (duvidando): O caderno estava exactamente como o deixei ontem à noite, tens a certeza?
Ele (com cara quase séria): Sim, pai, eu vi como estava, e pus no mesmo sítio!
Pai: Estava dentro ou fora da capa?

31 de outubro de 2016

Rio Mar

Adoro este Rio Mar e esta luz de final do dia. As nuvens que escondem o sol, só tornam tudo um pouco mais mágico. 


23 de outubro de 2016

Sabores de Outono


Hoje a tarde foi no Alegro de Alfragide, onde pude assistir ao workshop, Sabores de Outono.
Foi uma tarde muito especial por dois motivos, o primeiro porque eu adoro aprender sobre receitas novas, e melhor que ver programas de culinária na televisão, é assistir ao vivo. Poder absorver os aromas que nos despertam, colocar dúvidas e claro, provar o resultado final! 
O segundo motivo, e o mais importante de todos, foi estar lá, a sorrir e a babar de orgulho, perante uma das minhas chefs preferidas do mundo inteiro, a futura Grande chef Diana Canastra. Decorem este nome, porque ainda vai dar muito que falar. Com uma energia e uma boa disposição que nos contagia, foi a anfitriã que nos fez salivar e ansiar pelos petiscos por ela confeccionados. O desafio era criar receitas simples e saborosas com produtos nacionais premiados (Sabores do ano). Como ela própria disse, quando a matéria prima é de qualidade tudo se torna mais fácil...

22 de outubro de 2016

Cinzento

Acordo com a voz do meu filho a dizer-me ao ouvido, “quem dorme perde o dia”.
Levanto-me, abro a janela, perscruto o horizonte à procura não sei de quê. O olhar não se fixa, e o corpo não quer responder ao cérebro que envia a mensagem habitual. “mexe-te, vai tomar banho que o tempo é escasso!” O corpo, envolto numa neblina tão cinzenta como o céu lá fora, e tão pegajosa como o pensamento que se esforça por se fazer obedecer, não arranja força para se mover. O tempo dentro do tempo arrefece, desacelera, torna-se infinito num horizonte que me limita. É a humidade fria que entra pela janela que acorda o espírito adormecido, toca-me na pele como um  miasma fantasmagórico que arrepia, obrigando o corpo a reagir.

19 de outubro de 2016

Entre o pôr-do-sol e a hora azul

Ainda no Guincho, deixo aqui a ultima sequência de fotografias, tiradas já no final do dia. 
Com pouca luminosidade, o objectivo era captar as ondas, a acariciar suavemente as rochas, deixando um rasto de espuma leitosa. Esta imagem quase etérea, só se consegue usando um tripé, de forma a registar esse arrastamento com uma velocidade de obturação lenta, sem deixar a imagem tremida. Não foi completamente conseguido, uma vez que a maré estava vazia e o mar demasiado calmo. No entanto, valeu a pena. Se por um lado, no ponto onde nos encontrávamos, o pôr-do-sol não foi nada de extraordinário, por outro, fomos surpreendidos por um magnífico nascer da lua!
Pena que a lente (18-135mm), não lhe fez justiça.



18 de outubro de 2016

Quem é o adulto?

No outro dia o meu filho perguntou-me se queria jogar xadrez com ele, (tem um jogo que recebeu no natal com figurinhas de Star Wars que adora!). Eu disse-lhe que sim, que jogava, e pedi-lhe que fosse buscar a caixa com o jogo. Ele olha para mim com ar sério, respondendo, "vai tu". Olhei para ele com atenção e disse-lhe devagar, já de olhos arregalados, para me fazer entender, "Desculpa? Tu queres jogar, tu é que sabes onde está, vai tu buscar se faz favor."
Resposta da criatura pequena já em modo irritado, "Estás a estragar tudo mãe!"
Eu, confusa, pergunto, " estou a estragar o quê? Não sejas preguiçoso e vai lá buscar a caixa!" Ele indignado, já quase a gritar diz, " Estou a tentar educar-te, e tu não colaboras mãe!"

17 de outubro de 2016

Reflexos

Apesar de um dos desafios da tarde passada no Guincho ter sido o preto e branco, eu não resisti à cor. E quem diz cor, diz reflexos, uma das minhas composições favoritas na fotografia de Natureza. Quando vi aquelas poças de água que reflectiam o céu, não resisti a procurar outras composições. Este é o resultado. Espero que gostem.


16 de outubro de 2016

Luz e Sombra

Este sábado a fotografia foi no Guincho. Um dos desafios era fotografar a preto e branco. Texturas e formas. Luz e sombra. 
Fotografia a preto e branco na praia pareceu-me um desperdício de cor, mas apesar da minha resistência inicial, até nem correu muito mal.
Deixo aqui alguns exemplos. Gostam especialmente da alguma?


10 de outubro de 2016

Almoço pronto em menos de 15 minutos

Moro muito perto do trabalho, pelo que na maioria das vezes venho almoçar a casa. 
Isso obriga-me a ser criativa, quando o que sobrou da noite anterior, não é nada de especial, ou quando não sobrou nada, e preciso de inventar algo rápido, saboroso e nutritivo. Raramente me lembro de fotografar comida, e quando me lembro costuma ser tarde demais... Hoje, lembrei-me quando vi as cores na frigideira, pelo que deixo aqui o registo.

No frigorífico, tinha do jantar da noite passada:  cenoura, uma batata, e meia posta de bacalhau cozido.
Veio-me à lembrança, as omeletes de batata e cebola da minha mãe (que ela adora mas das quais eu nunca fui fã), e que apesar de não ser nada a mesma coisa, foi o ponto de partida. 

9 de outubro de 2016

Não há duas sem três?

Estou irritada. Comigo.
Ando aqui com esta ideia ás voltas, e ao mesmo tempo penso que não vale a pena este desgaste por uma escolha que eu fiz. Tento ser optimista e procuro o lado positivo. Não estou a ser bem sucedida.
Depois dos últimos desaires capilares, andava a ponderar deixar de pintar o cabelo. Renovação. Parar de lhe fazer mal. 
Foi de tal forma que durante mais de dois meses deixei o desleixo correr, e quase me convenci que era desta que voltava ás origens. Mas a verdade é que não consegui levar esta decisão até ao fim. Ainda é cedo. Por isso, depois de ponderar algumas hipóteses decidi voltar a pintar, desta vez com um tom bastante mais escuro. Um castanho muito próximo do meu tom original. 

5 de outubro de 2016

Magia doce

Apesar deste sol que nos cobre de caricias quentes, o Outono chegou. Percebe-se pelas manhãs frias, pela copa das árvores, que devagarinho, se vai cobrindo de dourado. Percebe-se na fruta da estação, nos legumes da terra, na cor do pôr-do-sol. Ainda que nós, tardemos a deixar a liberdade das sandálias e a leveza dos vestidos que exibem a cor que o verão nos deixou, a Natureza sabe. E o nosso coração também. 
Devagar, e ainda sem grande convicção vamos repetindo os gestos de sempre, porque a natureza faz parte de nós.

3 de outubro de 2016

Voltar onde fomos felizes

Não resisti, e não me arrependo.
Há quem diga que não devemos voltar onde fomos felizes, mas eu não concordo. Entendo, mas não concordo. Corremos o risco de estragar uma recordação perfeita, é verdade, mas ao mesmo tempo, ganhamos a oportunidade de reviver, ou recordar momentos perfeitos. Vale a pena o risco. Se tudo muda, também nós mudamos, e isso geralmente é algo bom.
A nossa percepção da realidade varia constantemente, pois não somos máquinas. Somos seres humanos dotados de um cérebro que absorve o agora, e que em nada se assemelha a uma máquina esterilizada, com um conjunto de formulas estanques. De todas as vezes, acrescenta e reconstrói
A mesma comida, o mesmo sorriso, o mesmo toque, o mesmo perfume, a mesma musica,..., seja qual for a experiência sensorial, pode levar a resultados tão semelhantes como dispares, pois o "descodificador" mistura-se com a experiência aprendendo com ela, evoluindo na mesma medida.

29 de setembro de 2016

Oeiras esta bela localidade

Para quem conhece Oeiras, reconhece imediatamente este local. 
O meu filho adora-o desde sempre, e muito mais agora que descobriu que está cheiinho de pokemons e pokecoisas (não me peçam explicações sobre o tema). Eu, pessoalmente não me canso de andar por lá à deriva, ao final do dia. O Parque dos Poetas é um dos meus sítios favoritos desta Vila onde assentei arraiais. Pena que a partir de Outubro feche ás 18h. Fica só para o fim-de semana. 


24 de setembro de 2016

Sol a nascer em Paço de Arcos

Sem tripé, é sempre difícil manter o foco e consequentemente a definição. Valeu a pena pelo ar fresco na cara, pelo silencio que nos rodeia, pelos cheiros da manhã, e claro, pela luz maravilhosa. Percebi, que mesmo ao fim-de-semana, quando o sol nasce, já meio mundo está acordado. 
E que bem que sabe comer bolinhos e pão fresco logo pela manhã, comprados numa padaria de rua, onde os clientes são tratados pelo nome!( Pena que não seja a minha rua...)


22 de setembro de 2016

Doce Setembro onde vais tu...


Depois de um mês inteiro de férias quase fora da rede, dividido entre Sul, Centro e Norte onde as palavras de ordem foram, respirar, desligar, desdramatizar, Setembro chega como um tsunami. Apesar de ser um dos meus meses favoritos, este ano não o consegui saborear devidamente. Tem-se-me escorrido vertiginosamente por entre os dedos.
O regresso ás rotinas nem sempre é fácil, mas com a bateria carregada de sol, a saudade dos entes queridos apaziguada, e os afectos em dia, (quase) tudo se faz. Este ano, o mês voou. Passou do meio, chegou o Outono, e acho que nem o respirei devidamente. Tantos planos que não se cumpriram, tantos passeios por dar, tantos livros por ler.
Com o regresso ás aulas, e a minha cria no primeiro ano, a primeira semana foi uma maratona. O material, os livros, a secretária nova, toda uma lista de tarefas a executar passo a passo, para que nada falhasse. Agora é mesmo a sério! A cria, não cabe em si de felicidade. É crescido, está no piso da escola primária, e já diz que o rés-do-chão é para bebés.

17 de setembro de 2016

Eu mereço? Sim.


Já vos falei aqui o quanto quero tornar também um pouco minha, a filosofia de vida baseada na psicologia positiva.
Já vos confessei que sou filha de pai optimista e mãe pessimista, que sempre me achei uma realista, porque acreditava que algures no meio  estaria a virtude, porque para mim nenhum dos dois tinha razão.
Ainda acredito que ser realista é bom, mas algumas experiências recentes, mostraram-me que (ás vezes) ser só realista não chega. Afasta o intangível, tornando-o fruto da imaginação, e pode acabar por nos tirar a capacidade de acreditar no que não se pode provar, pondo em risco a capacidade de sonhar.
Voltando a este conceito do optimismo, quando esta característica não nos é intrínseca, custa a interiorizar. Não acontece com um estalar de dedos, só porque (ou quando) precisamos. Requer trabalho, disciplina e vontade de lá chegar.

5 de setembro de 2016

Reunir

Passou mais de um ano desde a ultima vez que nos reunimos todos naquele local. 
Conta-se menos um, o avô. Sente-se a falta. Apesar da nostalgia o ar esteve leve. Parece que a vida continua.
A par de alguns silêncios, ouviram-se muitas gargalhadas, quase todas do meu filho. Nós sorriamos, pois é impossível ficar indiferente a tanta alegria. As crianças tem este dom. Mudam-nos o estado de alma. Magia pura.
É possível que se esteja a iniciar um novo capítulo, ou não. Não importa, criam-se memórias de infância, estreitam-se laços, o mais importante. 

27 de agosto de 2016

Quando o sol nasce...

... é para todos, mas é preciso levantar (muito) cedo para o registar.
Vale sempre a pena. Na minha opinião, não há luz mais bonita que a primeira da manhã.
Estas fotos são (quase) no mesmo local em dois dias distintos, pode ver-se a diferença. 
Basta mudar a atmosfera para que a luz seja filtrada de modo diferente. 
Quem me dera não ser tão dorminhoca, e aproveitar mais as primeiras horas da manhã para fotografar.
Mas não é só a preguiça que me inibe, também não me agrada nada, andar por aí sozinha de máquina fotográfica ás costas. 
Até à próxima oportunidade, ficam estas imagens, espero que gostem.


22 de agosto de 2016

Combinações

Falei-vos aqui, que adoro combinar peças soltas no que toca aos biquínis. Fica original, e quase sempre único. Esta minha mania, por vezes acaba por ser um valente desafio, pois nem sempre é possível na mesma estação, achar duas peças que considere o casamento perfeito. 
Uma vez que compro a maioria das peças nos saldos, acaba por compensar, e é (quase sempre) divertido.

Este ano a minha combinação perfeita, foi assim:



Apesar de serem ambas da oysho foram compradas em momentos e lojas diferentes. 
O top, comprado antes dos saldos, foi amor à primeira vista. 
Tenho consciência que franjas podem cansar rapidamente, mas não resisti, disse a mim mesma que se me fartar, corto-as!
A cueca, comprei nos saldos por uma ninharia quase dois meses depois. No total valeu a pena. 
Fica ou não fica original?

P.S: As flores (do paraíso), foram gentilmente cedidas pela M (6 anos) que as colheu para a mãe.


19 de agosto de 2016

Fotografar


Neste dia Mundial da Fotografia deixo-vos a uma amostra da minha ultima sequência fotográfica. 
Conchas fossilizadas nas rochas em forma de coração, apanhadores de polvos e um belíssimo pôr-do-sol.
Faltou o tripé. A preguiça é uma coisa muito má...



E já agora, alguém reconhece esta a praia espectacular?


13 de agosto de 2016

Imaginar o medo

Regresso a casa depois das férias a Sul, debaixo de 40 graus. 
Durante a viagem passamos por dois ou três carros parados à beira da autoestrada, provavelmente avariados. Já estive nessa situação e sei o que é esperar por um reboque na autoestrada do Sul (desesperante). Algumas pessoas preferiam esperar cá fora de colete vestido. Não consigo entender porquê (o carro pode estar quente, mas pelo menos tem sombra). Desejei-lhe sorte em pensamento. 
Já perto de Palmela, por volta das três da tarde, paramos numa estação de serviço da autoestrada. O ar está irrespirável, o choque que é receber aquele bafo quente na cara depois de sair do carro, obriga-me a suster a respiração. Pior do que imaginava. Parece que alguém se esqueceu de fechar a porta do inferno.

27 de julho de 2016

Uma desgraça nunca vem só.

Já contei o desaire da minha ondulação.
Na altura tinha dúvidas acerca de pintar ou não, pois era arriscado, tal o estado em que o cabelo já se encontrava. 
Decidi voltar ao salão, depois da minha cabeleireira ter regressado de férias, para que ela visse o estado de calamidade, e me aconselhasse sobre o que fazer. 
Ela confirmou que “algo” tinha corrido muito mal, mas que pintar, uma vez que era com INOA, não iria fazer grande diferença.
Claro que a decisão seria sempre minha. 
E eu decidi pintar, porque o cabelo estava quase laranja. Para além de retocar as raízes, precisava de o escurecer.  
Tudo parecia ir bem, até ao momento em que me sentei de toalha na cabeça, depois do cabelo pintado e lavado.
Começo a sentir uma comichão tal, que só me apetecia  arrancar o escalpe. À volta do rosto tudo estava vermelho. A lei de Murphy em todo o seu esplendor. Fiz reacção alérgica à tinta. Coisa que nunca me tinha acontecido.
INOA foi a única tinta permanente que alguma vez usei desde que pinto o cabelo, faz uns 5 anos. Questionei se a fórmula tinha sido alterada.
“Não temos conhecimento que tenha mudado, mas eu da ultima vez que usei, senti algo parecido, pensava que era só comigo. Devem ter mudado algo sem avisar.”
E agora? 
“O melhor é mudar para as tintas tradicionais, com amoníaco. É o que eu vou fazer." 
...

24 de julho de 2016

Adiar até ao infinito

Há dias dei-me conta, que o pior de se ser um procrastinador, não é adiar as coisas que temos mesmo de fazer, e sofrer as consequênciasIsso é obviamente mau, mas tendo um prazo a cumprir, mesmo arrastando o inicio da coisa, sabemos quando tem que estar pronto, e mais cedo ou mais tarde metemos mãos à obra. Porque quando nos chega o stress do final do prazo, abdicamos do lazer, do sono, e de tudo o que for preciso para o cumprir. O pânico obriga-nos a agir. 
Com algumas pessoas isso até pode ser o agente motivador, para que a coisa ocorra sem distracções. Regra geral acarreta um grande desgaste, mas melhor ou pior, a coisa cumpre-se.

16 de julho de 2016

Serenidade

Nunca me canso deste mar e deste céu que nos rodeia. 
De caminhar sem hora, sem objectivo, sem percurso pré-definido. Caminhar simplesmente. 
Relembrar que também há muita beleza no mundo. serenidade.
Apesar do tanto que nos queixamos, (muitas vezes com razão), temos muita sorte em viver neste paraíso à beira-mar plantado.



15 de julho de 2016

Desastre capilar

Acho que nunca falei disto aqui, mas uma das coisas que mudaria em mim se pudesse, seria o cabelo. 
Já foi forte e bonito, mas agora anda pelas ruas da amargura.
Quando vim para Lisboa (faculdade), percebi que o cabelo começou a ganhar uns jeitos e a perder algum brilho. Na altura dizia que a culpa era da agua, mas hoje acho que para além disso, a poluição, mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida, tudo deve ter contribuído para as alterações.
A partir do momento que comecei a trabalhar, começou a ficar mais frágil, mais oleoso, e por vezes caía para lá do normal. Aumentei a frequência das lavagens, até chegar ás lavagens diárias. Piorou. 

13 de julho de 2016

Travessia do deserto

Tenho escrito pouco, fotografado pouco, e os sonhos andam escondidos pelos cantos escuros com receio que a luz os faça parecer ridículos. Tenho andado afastada das esferas virtuais numa espécie de: “se não tens nada de interessante para dizer, então não digas nada.”
Posso dizer que é falta de tempo. Falta de inspiração, falta de oportunidade. Também. Mas tem sido acima de tudo falta de vontade. Falta de energia, falta daquele optimismo que tudo faz parecer possível. Tenho andado assim, numa onda de “não vale a pena”, desiludida com uma série de coisas, mas acima de tudo comigo. 

30 de junho de 2016

A seguir...

Hoje é o primeiro dia uma nova possibilidade para este blogue.
Depois de muita (mais ou menos) polémica gerada pelo facto de não conseguir colocar em sítio nenhum a aplicação de seguidores do blogger, e de já ter desistido de o tentar, finalmente alguém resolveu  o mistério!
Não tinham dado por isso? Achavam que era mau feitio da minha parte? Isto do mau feitio até podia ser verdade... Mas não, era mesmo nabice.
E não, não foi um guru da programação blogosférica que resolveu este quebra cabeças, foi somente a Cláudia (uma querida que percebe muito mais disto que eu), que dando conta desta impossibilidade me avisou, e mais que isso, se ofereceu para ajudar.  E quem é a Cláudia?  podem perguntar. A Cláudia é uma das minhas primeiras leitoras que comentou algo, e  uma das poucas pessoas que não desistiu deste blogue, mesmo numa fase em que até eu quase  desisti. É também autora de um blogue que me cativou pela doçura e pelas fotografias muito bonitas, (vão lá espreitar sff).

29 de junho de 2016

Chegou o Sol (à séria) e eu quero...


... passear no parque com o meu filho, depois da escola.
Há lá coisa melhor num dia de sol, que sair do trabalho a horas decentes, ir buscar a cria à escola, e em vez de voltar logo para casa, passar uma hora com ele no parque
Sol na cara, cabelo ao vento, natureza, descomprimir, e a felicidade do miúdo. 
Quero muito conseguir organizar-me para fazer isto, nem que seja uma ou duas vezes por semana. 
Quebrar a rotina de uma semana de trabalho, mudar o ritmo do dia uma vez por outra, é em teoria, das coisas mais simples e óbvias para descomprimir, e na prática tão difícil de conseguir. Porque será?

27 de junho de 2016

Bloggers Camp ou "é melhor tarde que nunca"

Por razões pessoais só agora consegui voltar a dar atenção ao blogue, mas mais vale tarde que nunca. 
E o que trago eu de novo quase um mês depois? Muito pouco.
Já quase tudo foi dito (vejam aqui), e neste momento pouco poderei acrescentar. No entanto não poderia deixar de dizer do coração que foi muito bom rever as pessoas que já no ano passado me tinham cativado de alguma forma. Foi mesmo muito bom! Principalmente depois de um ano a ler-lhe os Blogues, que mesmo sabendo que é apenas um pedacinho de cada um, sinceramente, depois de termos conhecido a pessoa por trás do blogue, esse pedacinho passa a ser mais do que parece.  
Eventos como este, para além do reencontro, trazem novas pessoas, e é quase impossível que num grupo tão variado não surja alguém com algo em comum connosco e com uma energia que nos cative. Foi o que aconteceu.
Mas vamos aos detalhes: 

9 de junho de 2016

Ciclos de vida

Sabemos desde muito cedo que a morte faz parte da vida. Sabemos cada vez mais conscientemente à medida que a maturidade nos chega, à medida que os familiares mais idosos cumprem o ciclo que nos está gravado no ADN onde, mesmo não sabendo como, está gravada uma data de validade.  Sabemos isto, mas ainda assim quando nos toca de perto é sempre um choque. Seja porque foi um acidente infeliz, ou porque a idade não fazia prever, ou mesmo porque na nossa cabeça não faz sentido.
Queremos que as nossas pessoas permaneçam sempre perto de nós. Queremos viver para sempre. Levamos a vida como se fossemos eternos, mesmo sabendo que é um perfeito disparate. E desta forma desperdiçamos o nosso bem mais precioso, o tempo. O único bem que não podemos comprar, nem trocar nem mesmo roubar.

4 de junho de 2016

Bloggers Camp outra vez!

Pois, não resisti. 
Apesar deste blogue ser do mais amador que há, não resisti a juntar-me de novo à festa.
No ano passado só soube do encontro por acaso, através da Rafaela cujo blogue seguia, e de quem sou uma grande admiradora. Não conhecia mais ninguém (uma vergonha!) Mas fui porque ela iria ser uma das oradoras e eu estava mortinha para a conhecer. Ainda assim, fui um bocado a medo, com receio de ficar deslocada pois sentia-me, a maior “naba” da blogosfera. 
Conheci a Rafaela, (ela é ainda mais querida do que eu imaginava), e outras miúdas do mais divertido que há, cujos blogues agora sigo. Para além de toda a diversão, ainda aprendi algumas coisas bastante úteis, nos vários workshops e palestras que foram acontecendo, e que contribuíram para reduzir um pouco a minha “nabice”.

31 de maio de 2016

Irmãos

Um irmão é das melhores coisas deste mundo para se ter, eu tenho três. Sou mesmo afortunada! Obrigada Mãe e Pai.

Não ter dado um irmão ao meu filho é coisa que ainda hoje me entristece um pouco. Mas o meu filho (mais descomplicado que a mãe), desde cedo percebeu que isso da falta de irmãos também é coisa que se resolve. Adoptou os seus dois melhores amigos. Moram mesmo aqui ao lado, e na cabeça dele durante muito tempo era como se vivêssemos todos juntos. De tal forma que nos primeiros desenhos da escola sobre a família, eles estavam incluídos no agregado. Não deixa de ter razão, porque um irmão não precisa de ser de sangue, por vezes os laços do coração são igualmente fortes.




Buddha Eden

Esta era uma visita que andava a adiar há uns 2 anos. Aproveitei o  facto de querer fazer um pic-nic no meu aniversário para a concretizar. Este jardim concebido pelo comendador José Berardo, surgiu como resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan no Afeganistão em 2001, acto que na altura chocou o mundo. fica no município do Bombarral e ocupa 35 hectares da Quinta dos Loridos.
Gostei de me sentir numa espécie de "museu ao ar livre", uma vez que por todo o parque se encontram esculturas com as mais variadas origens. Percebi que está ainda em construção pelo que acredito que daqui a uns anos seja uma visita muito diferente.

30 de maio de 2016

Correspondência (o filme)

Nem sempre se acerta em cheio, mesmo quando parece um tiro impossível de falhar.
Jeremy Irons , Ennio Morricone, Itália, Tornatore (Cinema paraíso), poderia ter sido a combinação perfeita para um sábado à noite. Não foi totalmente. 
Não posso dizer que foi um serão mal passado, que não foi, mas o filme, apesar de momentos brilhantes de raciocínio e diálogo, de ter musica à altura, de me entusiasmar com as teorias do cosmos (um pouco ao jeito de Carl Sagan), veio a tornar-se demasiado longo para o enredo criado. Entre períodos um pouco aborrecidos, momentos houve que derreti pela pureza das cenas. Sempre o amor, daquele que nos toca e nos emociona, misturado com eterna luta pela imortalidade, de um homem que sabendo o quanto somos pequenos perante a imensidão do universo, nos mostra que podemos ser enormes se assim o decidirmos.

27 de maio de 2016

Mosteiro de Alcobaça

No meu aniversário foi dia de pic-nic com já contei aqui, mas não foi só isso que fizemos. Aproveitámos a manhã para conhecer o Mosteiro de Alcobaça, uma vez que ficava perto do local escolhido para o lanche. 
Mais um monumento que vale a pena conhecer, pela sua beleza, estado de conservação, e pelo romantismo (estranho dizer isto sobre um local de celibato) que lhe foi emprestado por dois dos seus "inquilinos". 
Para quem não sabe é lá que estão os túmulos de Pedro e Inês, um dos pares mais românticos da nossa história, e como podem ver abaixo, são duas obras primas da escultura gótica portuguesa.  
A existência do mosteiro deixou em Alcobaça uma tradição de doçaria conventual fora de série, não explorámos devidamente essas maravilhas mas ainda assim, babámos literalmente na pastelaria Alcoa
Muita contenção na ordem do dia, uma vez que no nosso pic-nic não faltava doçaria.
Fica para a próxima visita... 

25 de maio de 2016

Psicologia Positiva


uns dias atrás, a propósito de coisas boas que acontecem quando menos esperamos, mencionei um workshop, e não adiantei mais nada. Prometi que partilharia a experiência depois, e por isso cá vai. O tema era Psicologia Positiva, aconteceu na Red Apple e foi conduzido pela Psicóloga Catarina Rivero. 
  
Fui num misto de expectativa, receio, e entusiasmo juvenil. 
Tenho que confessar que um psicólogo "à séria", daqueles que entre várias coisas possíveis também fazem psicoterapia, sempre me intimidaram um bocado, porque tenho a sensação que analisam cada pessoa que conhecem. Claro que sei que isto não faz sentido nenhum, mas mesmo assim é o que sinto. Além disso, workshops com exercícios de grupo, deixam-me de pé atrás. Não gosto de me expor, e sei que por vezes para vencer a minha timidez natural, digo umas quantas parvoíces, com resultados por vezes constrangedores. Daí o receio e a expectativa
Claro que fui, porque o entusiasmo e a curiosidade venceram tudo o resto. 

23 de maio de 2016

Pelo menos três coisas boas...

... para cada coisa má. 
Dizem alguns psicólogos, que é o mínimo necessário para manter um quociente de positividade saudável na nossa vida.

Uma semana horrível ().
Duas amigas para jantar na sexta, que me fizeram muito bem (boa).
Um presente (desafio) de outra amiga que me deixou muito feliz (boa).
Amigos que mudaram os seus planos (quase) à ultima hora, para passarem o dia comigo, no meu aniversário (boa).
Balança equilibrada.

16 de maio de 2016

Navio Escola Sagres

Li por aí, que o Navio mais bonito do mundo é Português e acho que estão cheios de razão.Trata-se do Navio Escola Sagres. 
Se quiserem perceber porquê façam-lhe uma visita, pois encontra-se no Terminal de Cruzeiros de  Alcântara e está aberto ao público durante toda a semana das 14h ás 22h, na sequência da comemoração da semana da Marinha
O pirata cá da casa, não quis perder a oportunidade de conhecer a "nova casa" do tio, e lá fomos nós fazer-lhe uma visita este Domingo, antes que rume ao Brasil para os jogos Olímpicos.
Eu da minha parte tive muita pena de não o encontrar de velas enfunadas, mas claro que ancorado não faz sentido (foi o que me explicou um marinheiro paciente). Tive de concordar, mas confesso que para mim um veleiro sem velas é como uma árvore sem folhas. 
Nu e (quase) sem graça.

14 de maio de 2016

Porque ser mãe (ou pai), nem sempre é fácil

Não é segredo que tive muita dificuldade em engravidar
Sei que eu sou um entre muitos casos. Casos diferentes, iguais, parecidos. Casos sem solução, com esperança e sem ela. 
No meu caso, nunca percebi qual o motivo de não conseguir engravidar da forma tradicional, nem o que falhou nas primeiras tentativas na clínica de fertilidade. Tal como não sei qual a variável que mudou na equação, e que me deu um filho à terceira tentativa. 
Não sei, porque o médico não mo conseguiu explicar, e percebi na altura, que a ciência está num estado muito embrionário, no que a este tema diz respeito. Não é de fácil investigação tendo em conta tudo o que envolve, física e moralmente. 
Na altura, perante o meu desânimo quando não encontraram as razões do meu insucesso, foi-me dito que 20 % das vezes, as causas da infertilidade são inexplicáveis. 20 em cada 100 é demasiado.  
Acredito que tive sorte. E agradeço. 

13 de maio de 2016

Este miúdo troca-me as voltas

O meu filho nunca conta nada da escola. 
Nem à pergunta mais simples me dá uma resposta, como por exemplo : "o que comeste hoje ao almoço?"
Regra geral, à primeira vez que pergunto, responde não sei. Insisto, e responde não me lembro, volto a insistir e responde não vou dizer
As respostas podem ter variações, mas na verdade é rara a vez que efectivamente responde ao que lhe pergunto. Desconversa, muda de assunto, e escapa-se como uma enguia.

No outro dia tivemos o seguinte diálogo:
...
"Vá conta lá à mãe, quem era a menina que te estava a agarrar no outro dia para te dar beijos...!"
Muito irritado responde, "Não conto. Não gosto de beijos!"
"Não gostas de beijos, filho, como é que é possível?"
com o ar mais dengoso do mundo diz, "Só gosto dos teus mãe..."
"Mas diz-me lá quem era a menina, filhote..."
"Não digo. Não gosto de meninas."
"???!!!" 
Perante o meu ar de incredulidade, abraça-me e diz baixinho, "só de ti mãe..."
...

10 de maio de 2016

Fale menos comunique mais

Quando eu era miúda, comunicar não era problema. 
Recordo que na escola, mais ou menos até aos 12 anos, em qualquer momento que me fosse solicitado pelos professores, dirigia-me "ao quadro" e não tinha qualquer problema em explicar-me, apresentar um trabalho, ou partilhar informação. Com a maturidade surgiu uma espécie de autoconsciência constante, e não sei bem como nem porquê, perdi essa capacidade que tinha como garantida. Mesmo sentindo-me segura acerca do assunto, no momento de partilhar parecia que as frases deixavam de ter sentido, a informação misturava-se no meu cérebro, faltando-me bocados essenciais nos momentos mais inoportunos. E foi assim durante quase todo o resto da minha vida académica. Nunca mais recuperei a descontracção de outrora. 

8 de maio de 2016

Demanda do roupeiro

O inverno já acabou há mais de um mês, e apesar de me parecer que a Primavera não está muito convencida a ficar, eu, já cansada do frio, vou olhando para as montras cheias de coisas bonitas, leves e coloridas e fico cheia de vontade de entrar, experimentar e comprar.

É normalmente no provador, quando gosto mesmo de alguma coisa, que a consciência se manifesta, “ mais! Precisas mesmo disso? Onde queres tu meter mais roupa?” … Mas é tão giro (digo baixinho)… E prometo a mim mesma, que desta vez vai ser a sério. Aquele roupeiro vai mesmo levar uma grande volta!

Porque todos os anos, quero muito arranjar espaço, mas invariavelmente o resultado fica aquém das expectativas.

1 de maio de 2016

Mãe ... Madrinha

Quem me conhece bem, sabe o quanto sou uma mãe que todos os dias agradece a bênção de o ser. Olho para o meu filho que é perfeito para mim, e por vezes fico sem fôlego tal é o amor que lhe tenho. Quem me conhece, sabe também que não foi fácil engravidar e que para o conseguir percorri todo um caminho de tentativa e erro até que o milagre se deu. Neste caminho que não fiz sozinha, tive amigos preciosos, que estiveram por perto, a dar esperança, a apoiar, e a ouvir. Hoje, neste dia da mãe, ao assistir (babada) à primeira comunhão da minha afilhada, recordei como me senti especial por ter sido convidada para madrinha, o estado mais próximo de mãe para quem não o é. Foi algo que significou o mundo para mim nesse dia. 

27 de abril de 2016

Cook it

Este fim de semana que passou, fomos finalmente lanchar ao  Cook it. Prometido mais que uma vez, parecia que a coisa nunca mais se dava. Digo sinceramente, podia ter sido na casa da avó, ou na casa daquela tia velhota que todos adoramos, porque a sensação foi a mesma. 
Mal entrámos, percebemos que era um sítio especial. O acolhimento caloroso da Sofia, o sorriso radioso da Diana, e aquele abraço que o meu filho dá a quem o conquista, foi a confirmação. Toda a decoração nos remete para um tempo mais simples. O tempo em que tudo se fazia com calma. Inspirada pelo ambiente, pedi um chá aromático, acompanhado de panquecas (adoro!). 
Fui atacada pelo pecado da gula, porque apesar de não ter fome nenhuma, depois de provar o croquete de cozido que ele pediu (divinal!), tive de pedir um para mim. Foi o melhor croquete que alguma vez comi!

25 de abril de 2016

25 de Abril

Para o meu filho de 6 anos, 25 de Abril é o nome da ponte a que ele chamava até há bem pouco tempo a Ponte Vermelha. 
Para nós, crescidos depois da revolução, a data marca algo que parece tão longínquo e esbatido como as pinturas que ainda se encontram por aí. Sabemos que esta impressão é enganadora, pois tivemos o privilégio de ouvir a História contada na primeira pessoa. Por isso, cabe-nos a nós transmiti-la aos nossos filhos, para que não perca a cor, nem o significado. 
Eu farei a minha parte.   



17 de abril de 2016

Só mais um bocadinho ...

O meu filho é o melhor exemplo de inercia que conheço. 
Seja qual for o estado em que se encontra, se estiver bem, não quer mudar nem por nada.
Se é para ir tomar banho, faz todas as fitas e mais algumas para se esquivar, mas uma vez dentro da banheira, repete tudo de novo para não sair de lá. 
Se for para sair de casa, a mesma coisa. Que não quer, que quer continuar a brincar, ou a ver desenhos animados, ou seja lá o que for que esteja a fazer...

Mergulho profundo

Ou no original "A Bigger Splash". 
Mais um filme a que assisti, mas que me passaria despercebido, não fosse ele filmado em Itália (a minha nova obsessão).
O enredo é simples, apesar da força emocional que desenvolve num crescendo contido ao longo de quase todo o filme. 
Férias de uma estrela de Rock (Tilda Swinton) em recuperação depois de uma operação ás cordas vocais, com o namorado (Matthias Schoenaerts). Férias essas, supostamente calmas, numa pacata villa na encosta de uma lha vulcânica (Pantelleria), perto da Sicília, interrompidas pela chegada de visitas inesperadas, criando toda uma tempestade de emoções, pois trata-se do excêntrico ex-namorado (Ralph Fiennes) e a sua filha (Dakota Johnson). 
Podemos assistir a uma Tilda Swinton elegante, de uma beleza intemporal, que devido à limitação vocal da personagem, acaba por ser forçada a uma expressividade fora de série. Também Ralph Fiennes no papel que vestiu, se mostra como (eu) nunca o tinha visto, excessivo, vibrante, emotivo, real, com uma energia absolutamente contagiante.
Mas se esperam, encontrar neste filme o glamour, e o embrulho bonitinho de Hollywood, esqueçam. Trata-se de um filme europeu, cru, realista e despretensioso. Onde o desempenho é mais importante que o cenário, onde as emoções são o corpo e a alma do filme.

11 de abril de 2016

Street Fest no Martim Moniz

Domingo foi dia de Street Fest no Martim Moniz
Por ser uma estreia, não sabia bem o que me esperava, mas pelo local, e por toda a publicidade que me chegou relativa ao evento, imaginava muita animação, musica, petiscos deliciosos, muita cor e acima de tudo muita "multiculturalidade". Não foi bem isso. Havia musica, alguma animação, mas faltava cor e variedade cultural gastronómica. Em boa verdade os petiscos, eram os mesmos de sempre. 
Já me começa a cansar a roulote "pão de forma", a tentar ser retro, onde a originalidade não o é. 
Não gosto de ser negativa que o empreendedorismo é de louvar,  mas eu já me fartei de ver por todo o lado, os milhentos tipos de hambúrguer, de wraps, ou as misturadas entre o que é nosso e o que é importado (baguel com farinheira, a serio?!).
Vou longe por um petisco, confesso. Adoro experimentar comida do mundo, mas acima de tudo gosto de genuinidade, de identidade, de comida bem confeccionada onde a qualidade tem lugar. Infelizmente ontem não encontrei muito disso por lá.