13 de fevereiro de 2016

O amor é...

Não sou muito boa a escrever sobre o amor na sua forma mais romântica. 
Gosto de ler quem o sabe definir na perfeição, emociono-me a assisti-lo no dia a dia nas suas múltiplas formas, mas eu tenho dificuldade em discorrer sobre ele. Mas gostava.
Gostava de poder aqui, escrever sobre ele de forma a inspirar-vos tal como me inspiram outros que leio. 
Aspiro a conseguir um dia, escrever de forma magistral sobre o amor que arrebata e nos tira o ar, que nos faz sorrir quando nos permitimos pensar nele sem reservas nos intervalos da vida, que nos aquece e nos arrepia. Conseguir traduzir a meros caracteres esse amor inteiro que nos dá abrigo, que nos completa em toda a sua existência e sem o qual não nos imaginamos a viver realmente. 
Não me reconheço ainda esse talento. Seja como for, isso não significa que não seja romântica, que sou. 
Sou romântica de uma forma que parece não combinar com a voracidade consumista dos nossos dias. 
Não me diz nada um ramo de flores comprado na florista da esquina, sem cheiro e enfeitado com corações artificiais. 
Não me toca por aí além um cartão vermelho com uma frase sem originalidade e que não foi escrita para mim. 
Não me entusiasma um presente, só porque foi caro. 
Em resumo, não gosto do “chapa cinco” da data que se avizinha, e muito menos de uma obrigatoriedade implícita. Porque o Amor “é” constante, sem data nem hora. Isso não significa que não concorde que se celebre. 
Celebre-se, enalteça-se, ame-se
Mas ao fazê-lo que seja com significado, demonstre-se de forma a que a mensagem seja “conheço-te, sei o que te faz feliz”, ou caso isso não seja possível, “quero conhecer-te, diz-me o que te faz feliz!”. Nada faz uma mulher sentir-se mais especial, que ser ouvida, perceber que a conhecem bem, que lhe adivinham o desejo mais intimo. 
Nunca será arrebatada, através da compra de ultima hora de um presente que não foi de forma nenhuma, pensado para ela. 
Mil vezes um poema original rascunhado numa qualquer folha banal. Mil vezes um prato preferido preparado com carinho. Mil vezes tempo de qualidade. Algo que demonstre o quanto nos gostam e nos conhecem bem, o quanto estão atentos. Nada nos emociona mais que um gesto carregado de significado, o sentir que somos parte de alguém, parte dos seus pensamentos diários e da sua razão de existir. Porque (para mim) o amor também é cuidado, atenção, familiaridade, confiança. 


Um grande gesto de amor pode despertar a atenção, mas são os pequenos que a mantém.         

2 comentários:

Cláudia M disse...

Concordo tanto com a última frase... Os pequenos gestos que na sua soma, demonstram tanto...

Beijinhos Natália

Escrever Fotografar Sonhar disse...

É nos silêncios entre as declarações de amor que o coração fala através dos olhos, e esses nunca mentem.

beijinhos