11 de abril de 2016

Street Fest no Martim Moniz

Domingo foi dia de Street Fest no Martim Moniz
Por ser uma estreia, não sabia bem o que me esperava, mas pelo local, e por toda a publicidade que me chegou relativa ao evento, imaginava muita animação, musica, petiscos deliciosos, muita cor e acima de tudo muita "multiculturalidade". Não foi bem isso. Havia musica, alguma animação, mas faltava cor e variedade cultural gastronómica. Em boa verdade os petiscos, eram os mesmos de sempre. 
Já me começa a cansar a roulote "pão de forma", a tentar ser retro, onde a originalidade não o é. 
Não gosto de ser negativa que o empreendedorismo é de louvar,  mas eu já me fartei de ver por todo o lado, os milhentos tipos de hambúrguer, de wraps, ou as misturadas entre o que é nosso e o que é importado (baguel com farinheira, a serio?!).
Vou longe por um petisco, confesso. Adoro experimentar comida do mundo, mas acima de tudo gosto de genuinidade, de identidade, de comida bem confeccionada onde a qualidade tem lugar. Infelizmente ontem não encontrei muito disso por lá.
Mesmo as bolas de Berlim, que à primeira vista pareciam interessantes pelos recheios variados e fora do habitual, como por exemplo "maçã com canela", vieram a revelar-se mais artificiais que as tartes de maçã de uma cadeia de hambúrgueres que todos conhecemos. 
O mais decepcionante foi a prova de algo que adoro, chamuças. Pensava eu, que ali não podia errar certo? Errado, até nisso tive azar. Faltava o sabor, o picante, e a massa estava mole e sem graça nenhuma. 
Valeu pelo passeio, pela companhia, pela Ginginha de Óbidos, e por umas batatas doces fritas, feitas no momento, que estavam deliciosas. 
Foi uma experiência menos boa, mas outras virão para a redimir, porque na verdade adoro festas e feiras ao ar livre. 
Apesar do estrangeirismo, o "out" e o "street", combinam com a nossa cultura e com o nosso clima, por isso é de aplaudir a iniciativa de quem os organiza. Quem sabe da próxima vez, me surpreenda pela positiva? 
Ficam algumas fotografias.



   

 





4 comentários:

A.João disse...

Estive quase para ir ao Martim Moniz pois também estava curioso mas pelo que li parece que não perdi grande coisa. As bolas de Berlim parecerem artificias é que é um crime. Acredito neste tipo de eventos mas se a oferta não for de qualidade...

Joana disse...

Partilho dessa opinião. Hoje todos querem fazer coisas tão diferentes que acabam por perder a verdadeira essência das coisas.

Beijinho!

Cláudia M disse...

Concordo contigo, Natália. Gosto de comida genuína, dos nossos sabores sem grandes invenções ou misturadas. Muitas vezes o mais simples, é mesmo o mehor.

Gostei das fotografias, a das bailarinas, está muito bonita!

Um beijinho grande e um bom fim de semana :)

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Como deu para perceber, fiquei um pouco desapontada. Gosto do que é genuíno, mas também gosto de experimentar variações invulgares, tem é que haver coerência. Incomoda-me quando me tentam convencer só pelo aspecto, ou pelo nome criativo, mas usando produtos de má qualidade. Os olhos também comem, claro, mas se o sabor não corresponder, mais defraudada me sinto.
bjs