30 de maio de 2016

Correspondência (o filme)

Nem sempre se acerta em cheio, mesmo quando parece um tiro impossível de falhar.
Jeremy Irons , Ennio Morricone, Itália, Tornatore (Cinema paraíso), poderia ter sido a combinação perfeita para um sábado à noite. Não foi totalmente. 
Não posso dizer que foi um serão mal passado, que não foi, mas o filme, apesar de momentos brilhantes de raciocínio e diálogo, de ter musica à altura, de me entusiasmar com as teorias do cosmos (um pouco ao jeito de Carl Sagan), veio a tornar-se demasiado longo para o enredo criado. Entre períodos um pouco aborrecidos, momentos houve que derreti pela pureza das cenas. Sempre o amor, daquele que nos toca e nos emociona, misturado com eterna luta pela imortalidade, de um homem que sabendo o quanto somos pequenos perante a imensidão do universo, nos mostra que podemos ser enormes se assim o decidirmos.
Pelo menos no amor podemos sê-lo sempre. 
Jeremy Irons de quem sou fã desde "A casa dos espíritos", foi uma personagem quase secundária, o que foi uma pena (na minha opinião), por outro lado a actriz (Olga Kurylenko) que só conhecia de 007 - quantum of Solacecumpriu na perfeição o papel que assumiu, surpreendendo-me pela positiva. 
Algumas questões neste enredo original. Poderá o amor ser eterno? Sem dúvida. Será possível que, mesmo sem matéria, a energia entre duas pessoas se mantenha? não sei se algum dia o saberemos. Depois de um grande amor que se foi, haverá espaço para que outro viva à sua sombra? Quero acreditar que sim. Nenhum amor é igual a outro.

É verdade que vim de lá um bocadinho decepcionada, ainda assim acho que valeu a pena, pelos nadas absolutamente comoventes. 


Nota: Imagem Retirada da net

1 comentário:

Cláudia M disse...

Passei por aqui para te mandar um beijinho :) espero que estejas bem..