31 de outubro de 2016

Rio Mar

Adoro este Rio Mar e esta luz de final do dia. As nuvens que escondem o sol, só tornam tudo um pouco mais mágico. 


23 de outubro de 2016

Sabores de Outono


Hoje a tarde foi no Alegro de Alfragide, onde pude assistir ao workshop, Sabores de Outono.
Foi uma tarde muito especial por dois motivos, o primeiro porque eu adoro aprender sobre receitas novas, e melhor que ver programas de culinária na televisão, é assistir ao vivo. Poder absorver os aromas que nos despertam, colocar dúvidas e claro, provar o resultado final! 
O segundo motivo, e o mais importante de todos, foi estar lá, a sorrir e a babar de orgulho, perante uma das minhas chefs preferidas do mundo inteiro, a futura Grande chef Diana Canastra. Decorem este nome, porque ainda vai dar muito que falar. Com uma energia e uma boa disposição que nos contagia, foi a anfitriã que nos fez salivar e ansiar pelos petiscos por ela confeccionados. O desafio era criar receitas simples e saborosas com produtos nacionais premiados (Sabores do ano). Como ela própria disse, quando a matéria prima é de qualidade tudo se torna mais fácil...

22 de outubro de 2016

Cinzento

Acordo com a voz do meu filho a dizer-me ao ouvido, “quem dorme perde o dia”.
Levanto-me, abro a janela, perscruto o horizonte à procura não sei de quê. O olhar não se fixa, e o corpo não quer responder ao cérebro que envia a mensagem habitual. “mexe-te, vai tomar banho que o tempo é escasso!” O corpo, envolto numa neblina tão cinzenta como o céu lá fora, e tão pegajosa como o pensamento que se esforça por se fazer obedecer, não arranja força para se mover. O tempo dentro do tempo arrefece, desacelera, torna-se infinito num horizonte que me limita. É a humidade fria que entra pela janela que acorda o espírito adormecido, toca-me na pele como um  miasma fantasmagórico que arrepia, obrigando o corpo a reagir.

19 de outubro de 2016

Entre o pôr-do-sol e a hora azul

Ainda no Guincho, deixo aqui a ultima sequência de fotografias, tiradas já no final do dia. 
Com pouca luminosidade, o objectivo era captar as ondas, a acariciar suavemente as rochas, deixando um rasto de espuma leitosa. Esta imagem quase etérea, só se consegue usando um tripé, de forma a registar esse arrastamento com uma velocidade de obturação lenta, sem deixar a imagem tremida. Não foi completamente conseguido, uma vez que a maré estava vazia e o mar demasiado calmo. No entanto, valeu a pena. Se por um lado, no ponto onde nos encontrávamos, o pôr-do-sol não foi nada de extraordinário, por outro, fomos surpreendidos por um magnífico nascer da lua!
Pena que a lente (18-135mm), não lhe fez justiça.



18 de outubro de 2016

Quem é o adulto?

No outro dia o meu filho perguntou-me se queria jogar xadrez com ele, (tem um jogo que recebeu no natal com figurinhas de Star Wars que adora!). Eu disse-lhe que sim, que jogava, e pedi-lhe que fosse buscar a caixa com o jogo. Ele olha para mim com ar sério, respondendo, "vai tu". Olhei para ele com atenção e disse-lhe devagar, já de olhos arregalados, para me fazer entender, "Desculpa? Tu queres jogar, tu é que sabes onde está, vai tu buscar se faz favor."
Resposta da criatura pequena já em modo irritado, "Estás a estragar tudo mãe!"
Eu, confusa, pergunto, " estou a estragar o quê? Não sejas preguiçoso e vai lá buscar a caixa!" Ele indignado, já quase a gritar diz, " Estou a tentar educar-te, e tu não colaboras mãe!"

17 de outubro de 2016

Reflexos

Apesar de um dos desafios da tarde passada no Guincho ter sido o preto e branco, eu não resisti à cor. E quem diz cor, diz reflexos, uma das minhas composições favoritas na fotografia de Natureza. Quando vi aquelas poças de água que reflectiam o céu, não resisti a procurar outras composições. Este é o resultado. Espero que gostem.


16 de outubro de 2016

Luz e Sombra

Este sábado a fotografia foi no Guincho. Um dos desafios era fotografar a preto e branco. Texturas e formas. Luz e sombra. 
Fotografia a preto e branco na praia pareceu-me um desperdício de cor, mas apesar da minha resistência inicial, até nem correu muito mal.
Deixo aqui alguns exemplos. Gostam especialmente da alguma?


10 de outubro de 2016

Almoço pronto em menos de 15 minutos

Moro muito perto do trabalho, pelo que na maioria das vezes venho almoçar a casa. 
Isso obriga-me a ser criativa, quando o que sobrou da noite anterior, não é nada de especial, ou quando não sobrou nada, e preciso de inventar algo rápido, saboroso e nutritivo. Raramente me lembro de fotografar comida, e quando me lembro costuma ser tarde demais... Hoje, lembrei-me quando vi as cores na frigideira, pelo que deixo aqui o registo.

No frigorífico, tinha do jantar da noite passada:  cenoura, uma batata, e meia posta de bacalhau cozido.
Veio-me à lembrança, as omeletes de batata e cebola da minha mãe (que ela adora mas das quais eu nunca fui fã), e que apesar de não ser nada a mesma coisa, foi o ponto de partida. 

9 de outubro de 2016

Não há duas sem três?

Estou irritada. Comigo.
Ando aqui com esta ideia ás voltas, e ao mesmo tempo penso que não vale a pena este desgaste por uma escolha que eu fiz. Tento ser optimista e procuro o lado positivo. Não estou a ser bem sucedida.
Depois dos últimos desaires capilares, andava a ponderar deixar de pintar o cabelo. Renovação. Parar de lhe fazer mal. 
Foi de tal forma que durante mais de dois meses deixei o desleixo correr, e quase me convenci que era desta que voltava ás origens. Mas a verdade é que não consegui levar esta decisão até ao fim. Ainda é cedo. Por isso, depois de ponderar algumas hipóteses decidi voltar a pintar, desta vez com um tom bastante mais escuro. Um castanho muito próximo do meu tom original. 

5 de outubro de 2016

Magia doce

Apesar deste sol que nos cobre de caricias quentes, o Outono chegou. Percebe-se pelas manhãs frias, pela copa das árvores, que devagarinho, se vai cobrindo de dourado. Percebe-se na fruta da estação, nos legumes da terra, na cor do pôr-do-sol. Ainda que nós, tardemos a deixar a liberdade das sandálias e a leveza dos vestidos que exibem a cor que o verão nos deixou, a Natureza sabe. E o nosso coração também. 
Devagar, e ainda sem grande convicção vamos repetindo os gestos de sempre, porque a natureza faz parte de nós.

3 de outubro de 2016

Voltar onde fomos felizes

Não resisti, e não me arrependo.
Há quem diga que não devemos voltar onde fomos felizes, mas eu não concordo. Entendo, mas não concordo. Corremos o risco de estragar uma recordação perfeita, é verdade, mas ao mesmo tempo, ganhamos a oportunidade de reviver, ou recordar momentos perfeitos. Vale a pena o risco. Se tudo muda, também nós mudamos, e isso geralmente é algo bom.
A nossa percepção da realidade varia constantemente, pois não somos máquinas. Somos seres humanos dotados de um cérebro que absorve o agora, e que em nada se assemelha a uma máquina esterilizada, com um conjunto de formulas estanques. De todas as vezes, acrescenta e reconstrói
A mesma comida, o mesmo sorriso, o mesmo toque, o mesmo perfume, a mesma musica,..., seja qual for a experiência sensorial, pode levar a resultados tão semelhantes como dispares, pois o "descodificador" mistura-se com a experiência aprendendo com ela, evoluindo na mesma medida.