27 de janeiro de 2017

Dos sonhos que se cumprem

Hoje é sobre sonhos.
Esta miúda de quem aqui vos falo, tinha um sonho desde criança, e esse sonho era ser escritora. Poucos o sabiam, apesar de ter revelado muito cedo, a intimidade que tinha com a palavra escrita, nos seus múltiplos textos elogiados pelos professores.  
Dessa altura, recordo-a tímida, perto da mãe (minha colega de trabalho de há muitos anos), nos dias de levar os filhos para o emprego. Carregava sempre algo para ler ou para escrever, a sua forma preferida de passar o tempo. Não se dava por ela, ali no cantinho da secretária, a observar tudo discretamente, enquanto a mãe trabalhava. A miúda cresceu, e o sonho cresceu com ela, como crescem os sonhos que acarinhamos e nutrimos.

20 de janeiro de 2017

Eles apanham Pokémons, eu fotografo

Pois. "Se não os podes vencer junta-te a eles!"
Inicialmente eu era contra esta ideia de andar à procura de pokémons. Parecia-me parvo. Parecia-me mais uma maneira de condicionar as pessoas, e guiar-lhe os passos em função das regras de um jogo qualquer.
Tive que repensar a minha posição, a partir do momento em que o meu filho, deixou de querer ir comigo ao parque, porque eu não tinha a aplicação instalada no telemóvel. Fiquei irritada durante uns dias, mas pensei melhor e instalei. mais vale sair à rua para apanhar criaturas imaginárias, que ficar a olhar para a televisão.
Agora, ele apanha os ditos e eu fotografo. 


15 de janeiro de 2017

Manchester by the Sea

Um filme que esperava diferente, com mais luz. Que me oprimiu, que me deixou sem ar, e me surpreendeu pela magnifica banda sonora, e complexidade emocional. É uma daquelas histórias que levamos para casa, que se agarram a nós de tal forma, que acordamos ainda a rever detalhes e a procurar justificações. Enredo que se desenvolve entre o presente e o passado, destapando, aqui e ali, cantos obscuros que nos vão deixando perceber o inexplicável. Não é um filme leve. Retrata a habilidade que o ser humano tem para sobreviver ao pior de tudo. Retrata a dor, e mostra-nos da maneira mais crua, como por vezes a única maneira de a adormecer, é adormecer a nossa capacidade de sentir seja o que for.

14 de janeiro de 2017

Tomar e o Convento de Cristo

Aproveitando o embalo de Dezembro, decidi que uma vez por semana, fotografia será o tema principal. Pode ser só uma fotografia que goste muito, mas o que pretendo é mostrar o que vou fotografando por aí
Hoje são fotografias tiradas num passeio a Tomar, com amigos de sempre, na última sexta feira do ano.
Com os miúdos em férias e cheios de energia, aproveitámos o sol de inverno, para lhes mostrar, o que na minha opinião é um dos monumentos mais bonitos de Portugal, o Convento de Cristo em Tomar.  Poderia aqui dissertar sobre a Ordem de Cristo (ou dos Templários) e a importância que tiveram na criação deste país, mas não vos vou encher de detalhes históricos, políticos e religiosos, há fóruns especialistas nestas matérias, fáceis de encontrar.

8 de janeiro de 2017

Ano novo, a vida de sempre

Mais um ano que se iniciou, e para mim, é impossível não o receber com optimismo. Aquele optimismo com que olhamos para uma agenda em branco cheia de possibilidades. 
Se 2015 foi um misto de muito bom e muito mau, 2016 foi um marasmo incrivelmente decepcionante. Triste, é a melhor palavra que encontro para descrever o ano que passou. 
Mas desta vez é que é, penso. 2017 vai ser espectacular, não fosse ele um ano ímpar!
Desta vez, vou aproveitá-lo até ao tutano. Sorver todos os momentos bons como se fossem os últimos, e ultrapassar os maus como se de coisas temporárias se tratassem, que a vida é demasiado curta, e nada dura para sempre.
Sim, em Janeiro este é o espírito que me habita. Esperança, optimismo, vontade de tudo fazer acontecer.