8 de janeiro de 2017

Ano novo, a vida de sempre

Mais um ano que se iniciou, e para mim, é impossível não o receber com optimismo. Aquele optimismo com que olhamos para uma agenda em branco cheia de possibilidades. 
Se 2015 foi um misto de muito bom e muito mau, 2016 foi um marasmo incrivelmente decepcionante. Triste, é a melhor palavra que encontro para descrever o ano que passou. 
Mas desta vez é que é, penso. 2017 vai ser espectacular, não fosse ele um ano ímpar!
Desta vez, vou aproveitá-lo até ao tutano. Sorver todos os momentos bons como se fossem os últimos, e ultrapassar os maus como se de coisas temporárias se tratassem, que a vida é demasiado curta, e nada dura para sempre.
Sim, em Janeiro este é o espírito que me habita. Esperança, optimismo, vontade de tudo fazer acontecer. 
Só que já passei por isto algumas vezes. 
Já me renovei de esperança e optimismo, criei listas de desejos, escrevi intenções, e cheguei ao fim do ano a perceber que não me esforcei ou organizei o suficiente. Que de intenções (por cumprir) estão invariavelmente as minhas agendas cheias. 
Um ano tem 12 meses, mas em cada mês, o tempo que sobra entre as obrigações pessoais e laborais é demasiado curto. 
É importante fazer escolhas que não nos afastem das nossas pessoas do coração, e daquilo que queremos realmente. Saber quando dizer não, e quando dizer sim. Reconhecer prioridades, respeitar a nossa essência, e fazer as pausas necessárias para casar a vontade com a necessidade. No meio de tudo isto, andar atento é fundamental, porque as oportunidades que vão surgindo, raramente se repetem.
E é isto. Mais um ano, e a vida de sempre, onde só o ano muda, a não ser que sejamos nós a mudar o ano. 


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